Alguns dos melhores comentários do infame vídeo do Alexandre:
@viciousthesnake
O Ale comparando o Narras ao Igoy, quando é ele que tá dando uma de Igoy, esculachando o Narras a troco de literalmente porra nenhuma, sendo que ele só tá desenvolvendo os próprios pensamentos numa boa e de forma coerente kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
@sr.egocentrico5324
Passei anos vendo o Alê rasgando o cu pra falar bem de One Piece e Hunter X Hunter por conta de foreshadowing, pra agora ele vir e falar merda sobre a análise do Narras... Infelizmente não dá pra levar a sério opinião do Youtuber de anime médio Edit: tenho pena da burrice do Alê e sinceramente nem sei porque ainda sigo sendo que só o Alê só tem opinião merda e age como uma pessoa horrível (todo a situação com o Igoy é uma grande prova disso)
@vitu_h
O Ale foi luvadepedreirizado. O Igoy traumatizou o cara tão forte q qualquer parada trazendo uma referência externa à obra, especialmente se for religiosa, é vista com negatividade ou como forçação de barra.
@jao-7924
Cara vendo só parte desse video eu percebo como que o Alexandre tá sem paciência pra porra nenhuma mesmo, é a idade chegando mesmo pqpKKKKKKKKKKKKKK O Narrador elaborando a explicação do pq que ele gosta do Baguio, dos estilos de história de se contar e pipipi popopo e toda hora ele fica pausando, falou até que deu uma de Igoy no meio Que isso porraKKKKKKKKKKKKKKKK
@CachorroMaldito1
Lacrexandre Esteves, o velho de 40 anos
@santana_2709
Lacrexande Wokesteves nn entendeu a obra
@LaulauRj
N TEM JEITO É O PALPISTEVES
@sergioferreira6702
Krl usa o Igoy de exemplo pra tudo kkkkk nem parece que um dia já foi amigo
@ethan-fd8mv
Ale otacut louco de raiva vendo que existe pessoas que verdadeiramente gostam de bleach em vez de um anime random que poucas pessoas conhecem
@patrickbeckerdeoliveira7143
Já sabemos que o lacrexandre é leigo, mas nesse vídeo foi demais. Ele queria que o Narras fosse no podcast pra responder "sim eu gosto de bleach proxima pergunta"?
@gakyl2711
krl os cara é o cumulo da desinformação e toxicidade... ver adulto frustrado com desenho é deplorável
@gakyl2711
11:02 " eu nn li o mangá " e msm assim ta flnd bosta atoa com base em achismo o cara nem leu o big three e o narras que é o igoy KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
@souseionmyouji
Sem sacanagem, o Alê é um dos caras mais chatos da bolha. Esculachou o Narras por motivo nenhum, sendo que o cara sempre foi respeitoso com ele e o seu grupinho, nem quando o Igoy foi desrespeitoso com ele vc viu o Narras reagir assim. Cada dia mais eu lembro do porque tenho acompanhado menos esse canal.
@luanlopes9433
Alguem precisa estudar o Alexandre
@marvyns.madeira5486
É impressão minha ou o Alê sempre foi burro com uma máscara presunçosa de pseudointelectual? O Narras embasando tudo o que ele tava comentando sobre Bleach e os argumentos do Alê basicamente foram "tá errado kkkkk nossa, nada vê kkkkk eu não gosto de Bleach pq odeio obras interpretativas logo é ruim kkkkk"... Agora que tô pensando nas análises do Alê até de obras boas, realmente sempre foi limitado ao básico. Narras é formado na área, ganhou vários prêmios como roteirista e mesmo assim Alê ficou o react todo desmerecendo um cara que pasmem, TEM MAIS CONHECIMENTO SOBRE NARRATIVAS DO QUE O ALÊ.
@prodpv.m4a
Esse Ale é MT sojado
@alkbruno
Acho que nunca vi o Alexandre ser tão insuportável
@DanteMzh
Quando eu acho que o Alexandre não consegue si superar ele me mostra que eu estava errado o tempo todo, namoral mano para que tá feio já
@saracurasana714
Alexandre tá coroa, ficando gaga. Like
@ROININ
kkkkk a sé fosse um anime cult old darkzera ele estaria de mente aberta , isso e falta de vontade de entender ou o q , dor de cotovelo? O cara literalmente explicou cada ponto , explicou onde como cada obra escolhe expressar suas mensagens , "Ain ta dando volta e viajando d+" . Narras: A Ale: Nossa ta viajando , ta dando uma de Igoy Dos mesmo criadores de Jojo e ruim pq e bizarro
@Neckklace99
A mente do alê vive dentro de um copo pqp, quanto negacionismo... e ainda fica tirando conclusões precipitadas, esperava mais cara. Raciocínio de um RATO.
@jeffersonalves150
Apaga ele vídeo Alê, vc não argumentou em nada
@BooutOFC
triste fim do Ale, o que ele virou
@pedrobueno022
É por isso que seu canal tá estagnado e o do Narrativando só cresce, você é incapaz de descer do palanque e ter humildade com qualquer obra ou pessoa. Pra que ficar menosprezando o cara de graça, o narrador tem argumentos mto sólidos tanto para defender quanto para criticar as obras que ele gosta. Se eu fosse vc, em vez de ficar sendo babaca no seu curralzinho de muleques que se acham melhores que os próprios autores, eu marcaria um debate com o Pedro ou leria Bleach ao invés
@MarceloNugget
Porra vsf se for farmar, farma direito Ale. Só """take""" cabreiro
@apenasocloud
cara o Ale é muito chato
@shadowheartscovenant3698
Ale não argumenta, debocha, diz que não entende nada = ganhei Vídeo vergonhoso cara
O meu e o de Rodrigo:
@tiagovaz8744
O fato é o seguinte: Alexandre incorporou o personagem Ig0y 2.0, uma cópia barata de um produto pirata, que queria ser pirata, mas nem isso consegue. O problema é que o pirata original já foi desmascarado e saiu de cena, mas Alexandre não consegue largar o personagem. Ele precisa lacrar, falar mal de animes, cancelar pessoas, para ver se alguém o leva a sério, como se isso o tornasse culto ou intelectual. Antes da queda do Ig0y isso já era ridículo, agora se tornou extremamente patético. Alexandre achou que, ao derrubar o Ig0y, eliminaria um concorrente, mas o que realmente fez foi acabar com o próprio mercado. Hoje ele tem um produto que ninguém mais quer comprar.
@rodrigoishigami
Alexandre nem teve a paciência e hombridade de entender o que o narras queria explicar do pq ele gosta tanto de bleach.
ao invés disso , ficou ironizando o cara gratuitamente sem menor respeito.
por isso que já virou piada na comunidade otaku a muitos anos.
e ainda comparou o narras ao igoy , e tu apelou demais.
narras sabe o que esta falando e equanto ig0y nunca teceu um argumento que prestasse e por isso preferiu se retirar da bolha pq foi desmascarado por fakelistagem de mídias como animes , mangás , games e etc.
alexandre esteves um eterno adolescente num corpo de homem de 30 anos.
uma vergonha.
One Punch Man 3 –
Em termos de história, tenho grandes expectativas para esta temporada do anime. Mesmo sem certeza de até onde a adaptação irá, caso avance até o ponto que espero, promete ser de longe a melhor temporada nesse aspecto. Outro ponto muito positivo, que já me arranca um enorme sorriso, é a presença da banda BABYMETAL na staff. No entanto, apesar desses aspectos animadores, o estúdio responsável continua o mesmo e, tecnicamente, a segunda temporada deixou muito a desejar. Pelo menos ainda não há informações sobre quem será o diretor, o que me mantém esperançoso.
Spy x Family Season 3 –
Apesar de ser chamada de terceira temporada, pode ser considerada a quarta, já que a primeira foi dividida em duas partes. Gosto muito dessa franquia e achei a proposta inicial do anime bastante refrescante em meio ao que vinha sendo lançado. No entanto, nesta nova temporada, a ideia já não soa tão inovadora. Mesmo tendo adorado a segunda temporada (que, para mim, superou até a segunda parte da primeira), sinto que começo a me cansar. Acredito que, se a trama avançar em um ritmo mais acelerado, com algumas passagens de tempo e acontecimentos realmente marcantes, posso voltar a me empolgar tanto quanto antes, ou até mais. Outro ponto que me agradaria seria ver o texto adotar um tom um pouco mais adulto e, ao mesmo tempo, mais verossímil.
Boku no Hero Academia: Final Season –
Mais uma temporada, e mais uma vez registro que não é o meu tipo de anime, já que abandonei ainda no primeiro episódio da primeira temporada. Dito isso, mesmo entre os fãs, a franquia já vem acumulando decepções há algumas temporadas. E para aqueles que ainda não se frustraram, é provável que isso aconteça agora, pois o final do mangá foi extremamente polêmico. A recepção negativa foi tamanha que foi produzido um outro final, mas que, ainda assim, deixou muito a desejar para grande parte do público.
Fumetsu no Anata e Season 3 –
Tudo o que a autora desta obra cria carrega algo que podemos chamar de verdadeira arte, sempre transmitindo com sutileza mensagens profundas, reflexivas e intensamente emocionantes, características próprias de uma obra-prima. Sou fã declarado deste anime, mas esta temporada avança além do ponto em que acompanhei o mangá de forma contínua. Por isso, minhas expectativas, embora positivas, ainda não estão totalmente formadas. Há certa apreensão, já que o pouco que li, em capítulos soltos da parte que será adaptada, não me agradou tanto. Ainda assim, espero sinceramente que essa impressão esteja equivocada, pois amo demais esta franquia.
Quanto à produção, o diretor e o estúdio permanecem os mesmos da segunda temporada, que, a meu ver, brilhou sobretudo da metade em diante (até porque a trama do mangá nesse trecho é tão sublime que favoreceria qualquer adaptação). No entanto, a primeira parte da temporada sofreu com uma adaptação apressada, desperdiçando o potencial de cenas dramáticas importantíssimas. Talvez por isso a maioria considere a primeira temporada superior. Eu, no entanto, enxergo mais valor na segunda, justamente pela parte em que seria impossível até mesmo para essa direção comprometer a grandiosidade da obra.
Tomodachi no Imouto ga Ore ni dake Uzai –
Não compreendo bem os motivos de este ser considerado um dos animes mais aguardados da próxima temporada. Talvez parte da explicação esteja no fato de que os títulos abaixo dele não aparentam ser tão promissores, ou porque o gênero romance desta obra ainda tenha muita demanda e pouca oferta na temporada. Também pode ser mérito do material promocional, que apresenta cenas chamativas e personagens carismáticos, além de fazer o anime aparentar ser tecnicamente bem produzido.
Dito isso, há vários pontos de ressalva. O mangá e a light novel não são bem avaliados, o estúdio responsável é pequeno, e o diretor, embora experiente, construiu sua carreira sobretudo na direção de episódios isolados, não de temporadas inteiras. Sua obra mais relevante como diretor-chefe é Kanojo, Okarishimasu, que, convenhamos, apesar de alguns acertos, não conseguiu explorar o verdadeiro potencial do mangá e ainda promoveu cortes e mudanças profundamente lamentáveis.
Além disso, a proposta gira em torno de um triângulo amoroso, fórmula já repetida em incontáveis obras. E, embora os personagens tenham certo carisma, são essencialmente construídos a partir de estereótipos amplamente difundidos no gênero, o que, para muitos, pode soar cansativo.
Tondemo Skill de Isekai Hourou Meshi 2 –
Segunda temporada de um anime de produção mediana e proposta genérica. Impressiona um pouco vê-lo entre os mais aguardados; provavelmente isso se deve ao sucesso do antecessor, que, embora mal avaliado e igualmente genérico, conseguiu bons números de audiência e uma base significativa de membros no MAL. Quanto à proposta da obra, trata-se de uma comédia que mistura isekai, slime e comida. Mais do que isso, funciona como uma releitura de outros animes consagrados em um formato mais cômico.
Saigo ni Hitotsu dake Onegai shitemo Yoroshii deshou ka –
Um anime de vingança protagonizado por uma mulher abandonada, injustiçada e ridicularizada. Se a proposta se concentrasse apenas nesse aspecto, teríamos algo simples, mas com enorme potencial. O problema é que a protagonista decide executar sua vingança literalmente na base do soco, o que torna a premissa caricata e inverossímil.
Ao assistir ao trailer, percebi também que, em termos técnicos, não há nada que sugira qualidade acima da média. Para completar, nos primeiros segundos senti uma forte simpatia, mas logo depois veio um misto de decepção e vergonha alheia.
Ranma ½ (2024) 2nd Season –
Não assisti à primeira temporada, tampouco à versão consagrada de 1989, com seus 161 episódios, nem mesmo li o mangá. Portanto, não me considero a pessoa mais qualificada para opinar sobre este anime. Ainda assim, se tivesse acompanhado a primeira temporada, muito provavelmente daria continuidade à segunda, principalmente pelo peso que o nome Ranma ½ carrega dentro da comunidade otaku, sendo considerado um verdadeiro clássico. Além disso, enxergo bastante potencial em sua proposta de comédia, desde que seja bem desenvolvida.
Nageki no Bourei wa Intai Shitai Part 2 –
Tentei assistir ao trailer, mas acabei dormindo, e não pretendo arriscar uma segunda vez. Fui então recorrer à sinopse, mas também adormeci na primeira tentativa (na segunda, ao menos, consegui concluir a leitura). O mangá não é bem avaliado, a primeira temporada do anime também não se destacou, e, ao meu ver, o maior problema é que tudo soa excessivamente genérico. Talvez a única característica minimamente distinta seja a proposta de um protagonista que, mesmo sendo fraco, continua ocupando o posto de líder de um grupo.
3-nen Z-gumi Ginpachi-sensei –
Um spin-off de Gintama. Preciso repetir? É Gintama. Dispensa apresentações. Pelo trailer, a proposta parece ser uma mistura entre Gintama, Great Teacher Onizuka e Cromartie High School. Honestamente, acredito que será hilário, mas tenho minhas dúvidas sobre o quanto pode atrair quem não tenha assistido à obra principal por completo, mesmo sendo “apenas” um spin-off.
Kekkon Yubiwa Monogatari II –
Mais uma sequência nesta temporada, mais uma sequência de um anime isekai genérico, com produção mediana e mal avaliado no MAL, cuja primeira temporada eu não acompanhei. Para quem não lembra, é aquele anime vergonha alheia em que o protagonista precisa formar um harém se casando com cinco princesas para adquirir poderes. Se fosse apenas escrachado, até poderia render uma proposta hilária, mas no fim não passa de mais um isekai genérico, ainda por cima com o mesmo estúdio e o mesmo diretor.
Watashi wo Tabetai, Hitodenashi –
Uma sereia lésbica em busca de devorar uma colegial. KKKKKKK… Não dá! Se a putaria realmente corresse solta, eu até entenderia quem resolvesse assistir, mas duvido muito. Provavelmente vai se resumir só à sereia repetindo que quer “comer” a colegial. KKKKKK… Que bosta!
Ansatsusha de Aru Ore no Status ga Yuusha yori mo Akiraka ni Tsuyoi no da ga –
Vamos direto aos problemas: tanto o mangá quanto a novel são mal avaliados, e a proposta da obra é basicamente ser mais um isekai de ação, aventura e fantasia. Pelo trailer, percebe-se uma animação que em alguns momentos funciona muito bem, mas em outros recorre à computação gráfica que derruba o resultado geral, deixando-a pouco acima da média. Eu sei que não posso esperar de todas as produções o nível da Ufotable, mas ainda assim é frustrante.
Por outro lado, há um bom cuidado no design de personagens e cenários, gostei bastante da música e da vibe da primeira metade do trailer. Além disso, confesso que tenho certa queda por animes com protagonistas overpower de tom mais dark, e obras que seguem essa fórmula geralmente atraem bastante público. Portanto, não acho que este anime vá ser um divisor de águas, mas aposto que terminará entre os mais populares da temporada.
Sanda –
Produção do estúdio Science SARU, conhecido por assumir projetos mais cult, experimentais e fora da caixinha, como Devilman Crybaby, Dandadan, Inu-Ō, Heike Monogatari e Eizouken. Antes mesmo de perceber que era da SARU, ao assistir ao trailer a primeira associação que me veio à mente foi justamente Dandadan.
Diria que Sanda percorre um caminho próximo, mesclando mistério, ação e elementos surreais, mas sem a mesma intensidade de bizarrice. Logo, por não acreditar que alcance o nível de loucura de Dandadan, a consequência, deve ser de não ter o mesmo impacto em popularidade. Além disso, não me agradaram alguns dos designs de personagens.
Pessoalmente, mistérios japoneses não me atraem, então provavelmente não acompanharei. Porém, para quem aprecia esse tipo de narrativa, que mistura suspense, ação e um toque de shounen escolar, pode ser uma obra interessante a se observar.
Himekishi wa Barbaroi no Yome –
Trata-se de uma comédia romântica ambientada em um mundo de fantasia medieval. Esse tipo de proposta já teve seu auge, e embora hoje não desperte o mesmo entusiasmo de antes, geralmente não entrega algo desastroso. Um ponto a favor é o número reduzido de personagens, o que, nesse formato, pode ser positivo, já que tende a concentrar o foco nos protagonistas e na dinâmica da comédia romântica.
Ao assistir ao trailer, achei os personagens simpáticos, especialmente a protagonista feminina. No entanto, tenho algumas ressalvas: o estúdio é pequeno, o mangá original não tem avaliações muito favoráveis e resta saber se conseguirão equilibrar bem o humor e o romance, o que é o mais essencial para o sucesso da obra.
Kakuriyo no Yadomeshi Ni –
Esta é a segunda temporada, sendo a primeira lançada em 2018. Conseguir uma continuação após sete anos é algo notável, especialmente considerando que a primeira temporada não teve grande sucesso. Isso evidencia a escassez de novos materiais na indústria de animes.
Quanto ao estúdio, trata-se de um bom estúdio, que realiza produções competentes. Logo, o trailer deste anime sugere que a obra está bem produzida, apesar de o diretor ser bem inexperiente. Com isso, não sei exatamente o que esperar desta temporada, mas não pretendo acompanhá-la, já que não assisti à primeira e não sou muito fã da temática sobrenatural envolvendo antropomorfismos e gourmet.
Bukiyou na Senpai –
Comédia romântica com personagens adultos, ambientada em contextos adultos e tratando de situações típicas dessa fase da vida. Em tese, é um anime voltado para o público adulto, mas, pela minha experiência com obras desse tipo, suspeito que não será tão madura assim. Pelo trailer, acredito que a comédia ficará restrita a alguns alívios cômicos, enquanto a narrativa se concentrará mais nos desafios da vida adulta, como trabalho, para desenvolver a trama e conduzir o romance entre os protagonistas. Pode sair algo interessante dessa obra, mas sua apreciação provavelmente dependerá mais do clima do espectador naquele momento do que da demografia à qual o anime se propõe.
Kingdom 6th Season –
Sexta temporada. Já escrevi textos sobre as temporadas anteriores, mas nunca assisti a nenhuma delas. Isso me deixa cansado de falar sobre a franquia, então não vou me alongar em críticas ou descrições, pois provavelmente apenas quem acompanhou as cinco temporadas anteriores se interessará por esta continuação.
Uma Musume: Cinderella Gray Part 2 –
Não é o primeiro anime que vemos com garotinhas meio humanas, meio animais, competindo em pistas como se fossem cavalos de corrida. Pessoalmente, não tenho interesse nesse tipo de obra, então não pretendo assistir. Ainda assim, posso notar que a primeira parte recebeu ótimas avaliações e parece bem produzida. Além disso, é um anime voltado para o público adulto, o que pode permitir textos e tramas mais complexas. Por fim, essa obra se tornou uma das favoritas do Rodrigo, o que já justifica ao menos dar algum crédito à possibilidade de assistir.
Chitose-kun wa Ramune Bin no Naka –
Tomara que esse trailer não esteja me iludindo e que a obra se mantenha nesse nível, porque tudo parece muito lindo, detalhado, fluido e bem animado, o que me conquistou.
A obra trata-se de uma comédia romântica escolar, com um protagonista atraente que provavelmente conquistará algumas garotas interessantes. Não é uma proposta inovadora, e o anime parece bem voltado para o público adolescente. Além disso, está sendo produzido por um estúdio especializado nesse tipo de obra. Com isso, concluo que terá grande sucesso entre o público-alvo, mas, a menos que haja algum diferencial que eu ainda não conheça, não deve se destacar além disso.
Wandance –
Confesso que, como a maioria, geralmente fico receoso com animes que envolvem dança e música. No entanto, sempre surgem alguns bons, e talvez este seja um deles. O que mais chamou minha atenção é a problemática do protagonista gago, um elemento que certamente enriquece o conteúdo, provoca reflexões e pode render bons momentos dramáticos.
O estúdio responsável é a Madhouse, que tem demonstrado um retorno à forma que o consagrou, como vimos em Sousou no Frieren. Também gostei de alguns designs de personagens e de trechos do trailer. Além disso, o mangá original possui avaliações relativamente positivas, o que aumenta as expectativas em torno da adaptação.
Akujiki Reijou to Kyouketsu Koushaku –
Mais um anime gourmet, mais um baseado em comer carne de monstros. Em Shokugeki no Souma o gourmet funciona porque são pratos reais, preparados com ingredientes de verdade, e além disso a obra oferece muito mais do que apenas o elemento culinário. Já em Dungeon Meshi, embora os ingredientes sejam monstros, convenhamos que quase ninguém assiste por esse detalhe: trata-se apenas de um recurso para problematizar o enredo. O que realmente atrai o público ali é a aventura, a ação e o drama.
Chichi wa Eiyuu, Haha wa Seirei, Musume no Watashi wa Tenseisha –
A premissa traz uma garotinha com poderes mágicos sobre os elementos da tabela periódica, que ainda por cima é a reencarnação de um cientista do mundo real em um mundo fantasioso. O problema é que não há nada aí que sugira uma problemática instigante ou sequer um gancho capaz de despertar interesse. O que realmente se destaca são clichês reciclados e escolhas criativas de gosto, no mínimo, questionável.
Mushoku no Eiyuu: Betsu ni Skill Nanka Iranakatta n da ga –
A trama se passa em um mundo de fantasia onde um garoto, filho de alguém importante, aparentemente nasce sem talentos, mas no fundo possui um grande poder e, por isso, não recebe uma classe de habilidades. Em resumo, mais uma variação da desgastada história do herói com talento oculto que inevitavelmente será despertado. A questão é: o que mais essa obra pode oferecer além desse clichê batido? Até agora, tudo aponta para uma narrativa pobre e sem atrativos.
Sekai Munchkin: HP1 no Mama de Saikyou Saisoku Dungeon Kouryaku –
A proposta é interessante, com uma introdução bastante satisfatória, mas, indo direto ao ponto do que se trata, é uma história de sobrevivência em que um casal de irmãos precisa atravessar uma dungeon com apenas um ponto de HP. Só pela premissa, apostaria bastante neste anime. No entanto, há alguns pontos de alerta: é o primeiro anime produzido por este estúdio e o mangá original não é muito bem avaliado, o que gera dúvidas sobre a qualidade do desenvolvimento da história e a capacidade do estúdio em entregar algo consistente.
Yasei no Last Boss ga Arawareta! –
A história acompanha a protagonista, que foi reencarnada ou transportada para o corpo da antagonista de outro mundo de fantasia, que não é mais um jogo. O tema central é a reviravolta de papéis, em que a clássica vilã ou antagonista se torna a protagonista. A premissa em si não é ruim, mas carece de elementos que tornem a narrativa mais envolvente e impactante. Ao assistir ao trailer, alguns designs de personagens me pareceram genéricos ou estranhos, enquanto os gráficos, de forma geral, aparentam ser medianos e comuns. A trilha sonora também não se destaca, mantendo um tom genérico e pouco memorável.
Ao no Orchestra 2nd Season –
Existem animes que exploram a temática musical e se tornam verdadeiras obras-primas, mas, de forma geral, não sou muito fã desse tipo de abordagem e não tolero qualquer produção. Além disso, há inúmeros exemplos de obras desse gênero que são ruins, o que aumenta minha desconfiança. Esta é a segunda temporada, mantendo o mesmo estúdio e o mesmo diretor, sendo que a primeira temporada foi um fracasso tanto em público quanto em avaliação. Portanto, tenho ainda mais motivos para desconfiar. Esperar algo diferente repetindo a mesma fórmula não parece ser uma decisão inteligente.
Tensei Akujo no Kuro Rekishi –
Finalmente um shoujo típico nesta temporada. A trama gira em torno da protagonista, que reencarna como a vilã das próprias histórias que escrevia. Pelo menos, desta vez, não se trata de um jogo que ela jogava. Já assisti a alguns shoujos e gostei de vários, mas devo admitir que não sou o público-alvo desse tipo de obra e não curto harem reverso. Dito isso, assisti ao trailer e tudo pareceu muito bonitinho e romântico, a típica obra que, se eu fosse uma garota, provavelmente apreciaria, apesar de ser produzida pelo famigerado estúdio Deen.
Shinjiteita Nakama-tachi ni Masmorra Okuchi de Korosarekaketa ga Presente "Mugen Gacha" de Nível 9999 no Nakama-tachi wo Te ni Irete Moto Membro do Grupo para Sekai ni Fukushuu & "Zamaa!" Shimasu! –
Anime de vingança em que o protagonista é expulso de sua guilda e traído pelos antigos companheiros, mas consegue escapar e cai na masmorra mais perigosa do reino. Com a ajuda de sua habilidade mágica Gacha Ilimitado, ele invoca por sorte lutadoras de nível 9999. Três anos depois, construiu um reino dentro da masmorra e agora planeja se vingar de seus traidores.
Propostas de vingança sempre mexem comigo, e curto um herói overpower, ainda mais quando está cercado por garotas poderosas e atraentes. O ponto negativo é que o mangá original não possui avaliações muito boas. Ainda assim, é um anime que vale a aposta; mesmo que não se torne uma obra-prima, dificilmente causará arrependimentos a quem decidir assistir.
Yano-kun no Futsuu no Hibi –
Romance escolar ambientado no ensino médio. A problemática gira em torno do protagonista masculino, desajeitado e propenso a acidentes, e da protagonista feminina, que deseja ajudá-lo. A obra lembra Shikimori-san, mas difere em idade dos personagens, gráficos e realismo: em Shikimori-san, a protagonista possui força descomunal para proteger e auxiliar o protagonista.
A impressão que tenho é que este anime pode sofrer do mesmo problema de Shikimori-san, que é ter uma proposta simples demais para sustentar uma trama ao longo de vários episódios. No caso de Yano-kun no Futsuu no Hibi, por não contar com uma heroína com habilidades extraordinárias, o potencial narrativo parece ainda mais limitado.
Kao ni Denai Kashiwada-san to Kao ni Deru Oota-kun –
Mais um romance escolar. A problemática central gira em torno do contraste entre o excesso de expressões faciais e corporais do protagonista masculino e a completa ausência de expressividade da protagonista feminina. Esse contraste cria um vínculo sutil entre os dois, dando origem ao romance. Pessoalmente, sou cético quanto à capacidade de apenas esse recurso sustentar narrativas interessantes ao longo de uma temporada inteira. Além disso, é segundo anime do estúdio.
Kimi to Koete Koi ni Naru –
Uma coisa que realmente me causa desconforto em animes é o romance entre seres antropomórficos e humanos. Entendo que haja uma intenção metafórica por trás dessas aparências, mas, no fim das contas, continua sendo uma representação de zoofilia, o que considero problemático e inaceitável. Doentio!
Mikata ga Yowasugite Hojo Mahou ni Tesshiteita Kyuutei Mahoushi, Tsuihou sarete Saikyou wo Mezashimasu –
Um herói rejeitado por ser considerado fraco encontra uma nova chance ao se juntar a outro grupo, com o objetivo de se tornar cada vez mais forte e provar seu verdadeiro valor. O diferencial dessa obra está no fato de que o protagonista nunca foi realmente fraco, mas sim seus antigos companheiros. Ele sempre se concentrou em magias de suporte, fortalecendo os outros ao invés de brilhar sozinho. É verdade que a proposta carrega muitos elementos já bastante explorados no gênero, mas há nuances que podem tornar a obra interessante e justificar sua apreciação por alguns espectadores.
Sozai Saishuka no Isekai Ryokouki –
Um isekai de fantasia focado na exploração e na coleta de itens raros e recursos valiosos, incluindo certos alimentos exóticos tratados quase como tesouros. A ação aqui é mínima, quando não inexistente. Para ser franco, considero a proposta limitada e de baixo impacto emocional, sem grandes atrativos para sustentar uma trama realmente envolvente.
Kikaijikake no Marie –
A trama acompanha a convivência entre Arthur, um herdeiro rico e cético em relação aos humanos, e Marie Evans, uma ex-prodígio das artes marciais que, endividada, aceita trabalhar como empregada contratada pelo mordomo de Arthur, fingindo ser um robô. A obra bebe de alguns elementos clássicos, mas tenho que admitir que há uma certa originalidade nesse romance, justamente o que mais valorizo. Não precisa ser totalmente original: pode recorrer a clichês e recursos genéricos, desde que saiba misturá-los e trazer algumas inovações relevantes.
Taiyou yori mo Mabushii Hoshi –
Shoujo escolar sobre a garota pouco popular que se apaixona pelo garoto mais popular, simpático e atleta de futebol da escola. Mas o que isso realmente oferece de incomum em relação à vida real? Garotas não se sentem atraídas por caras assim o tempo todo? Francamente, não vejo nada de extraordinário, e o comum é desinteressante. Talvez o único atrativo seja servir como escapismo para quem sonha viver esse tipo de romance idealizado, mesmo que apenas na ficção.
Towa no Yuugure –
A história se passa em um mundo pós-apocalíptico, em ruínas e governado pela organização OWEL. Após despertar de um longo sono criogênico, o protagonista encontra uma garota extremamente poderosa que se assemelha à sua antiga namorada. A trama se desenvolve quando ele aceita viajar com essa garota recém-conhecida, enquanto busca sinais de sua antiga amada. Pelo trailer, percebe-se que o anime é bem produzido, com cenas de ação visualmente impressionantes e um tom dramático consistente, abordando dilemas reflexivos. Entre eles, destacam-se questionamentos sobre o verdadeiro significado dos vínculos afetivos e do casamento tradicional, que nesse mundo foi substituído pelo sistema "Elsie". A obra apresenta, assim, conteúdo sólido para uma trama envolvente e elementos capazes de prender a atenção.
Chanto Suenai Kyuuketsuki-chan –
Romance escolar em que o protagonista vai ajudar seu interesse amoroso, uma colega de classe vampira, a aprender a chupar sangue corretamente. KKKKK… Grande problemática!
Egao no Taenai Shokuba desu –
Um anime de um estúdio novo que aborda a vida de uma artista iniciante de mangá shoujo. Curiosamente, o anime é dirigido por uma mulher e traz um elenco de personagens inteiramente feminino: a editora, a assistente e a própria mangaká. Soa irônico, talvez autobiográfico, e certamente oportuno. Se eu fosse um crítico de premiações, formadas por gente da própria indústria, provavelmente avaliaria bem, já que críticos costumam ter simpatia por obras que falam do próprio meio. Mas não sou esse tipo de crítico, e minha experiência com animes sobre a indústria de mangás nunca foi das melhores.
O trailer também não ajuda: mediano, genérico, e igual a outros vinte que já vi nesta temporada. Parece que todos saem da mesma fábrica de "Ctrl+C/Ctrl+V". Eu até gosto de algo mais adulto, que dialogue com a cultura otaku, mas o maior problema aqui é a falta de uma trama clara. A proposta parece ser apenas alguém falando do próprio trabalho e tentando tirar comédia disso.
Sawaranaide Kotesashi-kun –
Pela capa, parece um anime de esporte, mas o esporte é apenas um detalhe secundário. Nos primeiros segundos do trailer, a impressão que tive foi de um Sono Bisque Doll dos esportes. Porém, ao final, ficou claro: trata-se de um harém que só não virou hentai por muito pouco.
Não é apenas um anime com pitadas de ecchi; a proposta central é ser ecchi. A trama gira em torno de um massagista de belas garotas atletas que chegam ao orgasmo durante as sessões. Para completar, ele ainda é o administrador do dormitório e responsável pelo bem-estar físico e psicológico delas. KKKKKK… É como colocar uma raposa para cuidar do galinheiro.
Shuumatsu Touring –
Uma tradução possível para o título seria Andando de moto no fim do mundo. O anime tenta transmitir uma atmosfera positiva, um certo alto-astral diante do apocalipse. É quase como oferecer ao prisioneiro prestes a ser fuzilado o direito ao último cigarro.
Trata-se de um seinen com texto profundo, reflexivo, sério e impactante. No entanto, para mim, é difícil encarar uma obra cuja proposta é mostrar talvez as últimas sobreviventes do Japão viajando de moto por um mundo em ruínas e ainda assim se divertindo, como se fosse uma despedida. Para quem se dispõe a refletir, a experiência se torna muito pesada, e paradoxalmente, a tentativa de dar um olhar otimista só reforça essa carga, tornando tudo ainda mais melancólico.
Gnosia –
Assistindo ao trailer, a primeira coisa que pensei foi: isso está sensacional. Visualmente bem produzido, com uma atmosfera que remete ao cyberpunk. Logo fui ver quem estava por trás e, para minha alegria, era a Aniplex. E faz sentido, porque essa obra segue exatamente a linha que a produtora costumava apostar e que lhe consagrou como nome de sucesso: grandes produções de ficção científica.
A trama se passa dentro de uma nave onde, entre os tripulantes, há um alienígena disfarçado de humano que tenta eliminar os demais. O resultado é um clima de paranoia absoluta, em que todos desconfiam de todos e cada decisão pode ser a última. Em certos aspectos, lembra Alien, o Oitavo Passageiro. Em suma, é suspense bem produzido, tenso, com ficção científica e um jogo de sobrevivência.
Toujima Tanzaburou wa Kamen Rider ni Naritai –
Este anime é claramente voltado para um público bastante nichado, mas que promete um forte apelo emocional para quem se encaixa nele. O alvo principal são homens mais velhos, próximos dos 40 anos ou acima. Isso não apenas porque o protagonista tem essa idade e está correndo atrás do sonho de infância, mas também porque sua fantasia é ser um Kamen Rider.
A obra mergulha no universo do super sentai, gênero que até hoje segue vivo no Japão, mas cujo auge mundial aconteceu entre os anos 80 e início dos 90. É justamente para esse público saudosista, que cresceu nesse período, que o anime se destina. Oferecendo uma dose de nostalgia embrulhada em fantasia heroica.
Let's Play: Quest-darake no My Life –
Uma comédia romântica voltada para gamers, mas com uma proposta um pouco diferente do habitual. A protagonista é uma desenvolvedora de jogos prestes a realizar seu sonho com o lançamento de seu primeiro videogame. Tudo parece caminhar bem, até que um streamer famoso faz uma crítica mordaz ao seu jogo. Para piorar, ela descobre que o crítico problemático agora é seu novo vizinho, misturando romance, comédia, ansiedade social e conflitos profissionais de forma divertida.
Debu to Love to Ayamachi to! –
Anime sobre uma garota gorda e considerada feia que se apaixona por alguém extremamente bonito. Apesar de provavelmente ter momentos cômicos, a obra não me agrada, principalmente pela mensagem que transmite. Ela sugere que basta ter autoconfiança, se aceitar e se achar bonita para que o mundo a aceite e lhe ofereça tudo o que deseja, sem esforço real, apenas mudando a percepção sobre si mesma. Na prática, isso é enganoso e pouco útil: obesidade não é apenas uma questão estética, mas também de saúde. Não gosto que esse tipo de ilusão seja vendido, mesmo dentro de uma fantasia.
Shabake –
Gosto de animes ambientados em épocas passadas do Japão, ou seja, históricos. O que geralmente não me agrada é quando o elemento sobrenatural se torna o foco central da obra. Nesse caso, a proposta é ainda mais peculiar: o protagonista é guiado, protegido e auxiliado por demônios para resolver casos de assassinato, em uma espécie de versão japonesa do Sherlock Holmes.
Ninja to Gokudou –
Anime do estúdio Deen, o que já causa certo receio só de ouvir o nome Deen, agravado pelo fato de o diretor ser o mesmo de Tokyo Ghoul:re. A proposta central gira em torno de uma guerra entre ninjas e yakuzas, que é inesperadamente abalada por um bromance entre um membro de cada grupo. Honestamente, não consigo enxergar nada de realmente interessante em uma trama que parece se resumir a esse bromance.
Potion, Wagami wo Tasukeru –
Um isekai em que o protagonista descobre um livro que lhe concede um poder especial: ao dizer a palavra “criar”, ele consegue produzir poções. Basicamente, toda a premissa gira em torno de criar poções enquanto ele tenta encontrar uma forma de voltar para o Japão. Sinceramente, alguém pode me explicar o que há de realmente interessante nisso?
Nohara Hiroshi: Hiru Meshi no Ryuugi –
Uma comédia gourmet centrada em um assalariado e nas atividades cotidianas típicas de sua rotina. Alguém consegue encontrar alguma motivação para assistir a isso? Nem eu.
Hyakushou Kizoku 3rd Season –
Anime de comédia com produção bastante simples e episódios de apenas 4 minutos. Não sei exatamente qual é a trama; tudo que sei é que envolve algumas vacas e já está na terceira temporada. Por isso, não pretendo assistir, só o faria se ainda assistisse TV e o pegasse passando entre um programa e outro.
SI-VIS: The Sound of Heroes –
Animes musicais sempre despertam a suspeita de serem, na verdade, propagandas de bandas ou músicas disfarçadas de anime. Pelo menos a sinopse desse afirma que os protagonistas são heróis disfarçados, mas eu diria que provavelmente é o contrário. KKKKKK… No fim das contas, não encontrei nada de realmente interessante nessa obra.
Kagaku x Bouken Survival! 2nd Season –
No MyAnimeList não há sinopse disponível, seja desta temporada, da primeira ou mesmo do especial. Apenas em um dos dois filmes encontramos uma breve descrição de uma linha. Trata-se, de fato, de um anime educacional, sem qualquer preocupação em oferecer uma narrativa envolvente, mensagens sutis ou textos elaborados. O objetivo aqui não é entreter, mas ensinar da forma menos sutil e sem qualquer outro compromisso. Chato!
Gânglio –
A trama acompanha um soldado de baixo escalão a serviço da corporação Ganglion (basicamente um dos capangas da Rita, de Power Rangers), cuja missão é ajudar nos planos de dominação mundial. Seguir a rotina de um “soldadinho raso” não parece nada empolgante à primeira vista. Porém, a obra tenta ganhar relevância explorando dilemas de moralidade ambígua, como a escolha entre a lealdade corporativa e a justiça, além de trazer temas de controle autoritário, drama, ação e toques de ficção científica. O problema é que este é o primeiro anime do estúdio e, até agora, não há sequer um trailer disponível.
Monster Strike: Deadverse Reloaded –
É perfeitamente possível inserir a propaganda de um jogo em um anime ou adaptar um jogo para esse formato e, ainda assim, entregar algo que funcione, às vezes até algo muito bom. Porém, não parece ser o caso aqui. Monster Strike soa mais como uma propaganda mal disfarçada do que como um anime de verdade.
Shibuya♡Hachi Part 4 –
Anime de apenas dois minutos por episódio, prefiro me abster de comentar.
Muzik Tiger In the Forest 2nd Season – Anime de apenas um minuto por episódio, prefiro me abster de comentar.
Jochum Season 2 –
Também um anime de um minuto por episódio, prefiro me abster de comentar.
Chikyuu no Latair –
Não há informação clara sobre a duração dos episódios, mas é provável que sejam cinco episódios de um a dois minutos cada. Diante disso, também me abstenho de comentar.
Alma-chan wa Kazoku ni Naritai –
A história gira em torno de uma androide que deseja compreender a humanidade, criar vínculos e entender a relação do casal que a acolheu. Esse enredo poderia funcionar bem como subtema dentro de uma trama mais ampla, mas, isolado, soa limitado. Sustentar uma temporada inteira apenas nisso tende a ser maçante. Além disso, o trailer não ajuda: o design da robô é incomodo, genérico, sem vida, o oposto do que se espera de um “robô com alma”.
Jhon questiona que a confissão do Ig0y não foi pontual, mas curiosamente não apresenta nenhum exemplo concreto que sustente essa afirmação. Ele não menciona nenhuma outra confissão feita pelo Ig0y além das que já mencionei, o que seria essencial para provar que estou equivocado. Falar que eu "não estou por dentro da situação" é fácil; difícil mesmo é apresentar evidências para validar essa acusação.
Sobre a curiosa demonstração de surpresa do Jhon em relação ao fato de Alexandre ter feito um vídeo, vale lembrar que Alexandre abordou o caso do Ig0y em uma live. Lives, afinal, também são vídeos. Além disso, Alexandre foi além e publicou um corte dessa live no canal de cortes do Jumentossauro, adaptando-o ao formato mais típico de vídeos do YouTube. O mais intrigante, porém, é ver Jhon expressar surpresa pelo fato de Alexandre ter feito essa live, sendo que ele próprio participou dela.
Ao tentar refutar o argumento de que toda a comunidade sabia que o Ig0y fake listava, Jhon cita como justificativa o fato de cerca de 300 pessoas acompanharem as lives do Ig0y. Vamos analisar isso: ele mencionou 300 pessoas, não 300 mil. É evidente que a comunidade de otakus falante da língua portuguesa que conhecia o Ig0y é imensamente maior, abrangendo um público vastamente mais amplo do que o nicho restrito das pessoas que assistiam ao canal.
Quando digo que toda a comunidade sabia, é claro que se trata de uma generalização, com exceções evidentes, como as que mencionei no próprio texto, incluindo pessoas extremamente burras e pré-adolescentes. Além disso, Jhon ignora um ponto crucial ao fazer essa falácia non sequitur: grande parte do público que acompanhava o Ig0y sabia que ele fake listava e simplesmente não se importava.
Conheço pessoas que assistiam às lives do Ig0y e afirmavam que ele fake listava. Para muitas delas, era evidente que uma parte significativa das obras que ele dizia ter completado, talvez 20%, 30% ou até mais, não correspondia à realidade. Ainda assim, essas pessoas o acompanhavam e algumas até lhe davam credibilidade, não pelas listas, mas pelos argumentos que apresentava sobre as mídias que dizia consumir. Fossem argumentos bons ou apenas polêmicos, fossem dele ou baseados em estudos de terceiros, o que o Ig0y entregava eram coisas que seu público queria ouvir. Ademais, havia uma parcela das obras que ele de fato havia consumido e sobre a qual podia falar com propriedade. Por isso, o seu conteúdo não pode ser invalidado totalmente por conta de uma fake list.
Além disso, muitos o seguiam pelas discussões sobre temas variados que ele abordava, como futebol e política, ou mesmo apenas pelo espetáculo, muitas vezes sem qualquer relação com listas de animes ou jogos. Em suma, a audiência do Ig0y era multifacetada, e reduzi-la à questão das fake lists revela uma análise superficial por parte do Jhon.
Sobre a vida social do Ig0y, o John começa misturando questões pessoais com acadêmicas, acusando-o de ser um péssimo aluno e de ficar em recuperação. Primeiro, não sei se o Ig0y era realmente um mau aluno, pois ele nunca apresentou seu histórico acadêmico, e o John não tem como provar essa alegação. Segundo, desconheço a existência de recuperação em cursos de Engenharia Elétrica em universidades federais. Terceiro, mesmo que o Ig0y fosse o pior aluno possível, seria inviável ele concluir o curso sem investir milhares de horas em casa resolvendo cálculos e estudando, além das muitas outras horas frequentando aulas na universidade. Quarto, é difícil acreditar que alguém considerado mau aluno tenha entrado jovem na universidade e conseguido concluir o curso no tempo regular, especialmente considerando que menos de 5% dos estudantes de engenharia alcançam esse feito em cinco anos.
Já discuti esse assunto da vida acadêmica do Ig0y com o Rodrigo. Considerando minha graduação em Engenharia Civil por uma universidade federal e o período em que também cursei Engenharia Elétrica, chegamos à mesma conclusão: ou o Ig0y fake listou sobre muita coisa, ou simplesmente não cursou Engenharia Elétrica. A única conclusão que jamais faríamos seria a de John, de que o Ig0y poderia ser um mau aluno e, por isso, não fake listar. Mais absurdo ainda é John acreditar que as pessoas desconfiavam do Ig0y apenas por desconhecerem que ele era um mau aluno, um tipo de pseudocult.
John debocha do trabalho do Ig0y, afirmando que não sabia que ele fazia muita coisa e reduzindo suas produções a um simples "reactzinho". No entanto, até mesmo para produzir um react minimamente decente, é necessário estudar o assunto a fundo e preparar um roteiro. Assim, mesmo que o Ig0y fake listasse, seus argumentos eram infinitamente mais sólidos do que os de John e TH. Além disso, o Ig0y não se limitava a um único tema no qual pudesse concentrar todo o seu tempo e energia. Ele abordava futebol, budismo, política, símbolos, entre outros assuntos, o que exigia um esforço considerável de pesquisa e dedicação. Isso tornava o trabalho do Ig0y incomparavelmente mais exigente e elaborado do que qualquer coisa feita por John ou TH.
John distorce o que eu digo ao fazer uma interpretação esdrúxula do meu texto, alegando que eu afirmo não haver argumentos. Quando digo que “é quase impossível alguém apresentar argumentos sobre suas tramas que o constranja, pois quase ninguém as assistiu”, refiro-me especificamente a argumentos baseados nas tramas de obras antigas que praticamente ninguém assistiu, e não a uma ausência geral de argumentos. O simples fato de essas tramas serem difíceis ou praticamente impossíveis de serem encontradas e consumidas já configura um argumento que aponta para a provável existência de uma fake list.
Em determinado momento do vídeo, John afirma que eu teria um ódio genuíno por ele, supostamente motivado pelo fato de ter tentado me entrosar com ele e ter sido bloqueado. A autoestima desse rapaz é realmente impressionante, mas devo dizer que essa alegação é uma completa novidade para mim. Não sabia que havia sido bloqueado pelo John e não me recordo de ter tentado me entrosar com ele em algum momento.
O fato é que, por ter mencionado John em meu texto sobre o Ig0y, achei justo enviar uma cópia desse texto para ele. E adivinhem: ele recebeu o texto nos comentários, o que significa que não estou bloqueado por ele, se é que algum dia estive. https://xss.now.cc/profile/Joh_n
John tenta argumentar que não se beneficiava da relação com o Ig0y, afirmando que já era famoso antes mesmo de sua existência. Mas, convenhamos: desde quando John é famoso? Sério mesmo? Ele sempre foi conhecido apenas como o palhaço das lives do Alexandre, alguém que fazia comentários absurdos, sem credibilidade e sem nada próprio que o destacasse. Na verdade, John era um dos que mais precisavam se apoiar no Ig0y para ganhar alguma visibilidade e credibilidade, além de alcançar um público novo e mais nichado. Isso, aliás, independe do tamanho de qualquer criador de conteúdo, já que até mesmo criadores grandes frequentemente buscam alavancar mais relevância associando-se a outros nomes.
John tenta justificar que o TH não se beneficiaria da relação com o Ig0y, argumentando que o canal dele tem o dobro de visualizações da END. Contudo, essa lógica é falha, pois mesmo que a END fosse menor, isso não impediria o TH ou qualquer outro criador de se beneficiar da associação. Além disso, uma análise simples dos números revela que a alegada superioridade do canal do TH não se sustenta no YouTube. Dados disponíveis no Social Blade mostram que os números medíocres do canal do TH não superam os da END.
No caso do PC Siqueira, Jhon demonstra uma evidente falta de capacidade interpretativa. O que fiz foi apenas um paralelo sobre a maneira como os amigos o abandonaram, não porque ele tivesse feito algo diretamente contra eles, mas por questões de imagem. Poderia, inclusive, ter citado outros exemplos semelhantes. Quero deixar claro que, em momento algum do meu texto sobre Ig0y, defendi o PC Siqueira, como Jhon tenta insinuar no vídeo. Para traçar esse paralelo, o teor das acusações feitas contra ele ou sua veracidade eram completamente irrelevantes.
No entanto, em relação ao caso do PC Siqueira, vale mencionar que todos os equipamentos eletrônicos encontrados em sua residência foram apreendidos pela polícia, incluindo celular, computador e HDs externos. Após perícias detalhadas, nas quais se buscou qualquer arquivo, mesmo que apagado, que pudesse servir como prova, o caso foi arquivado por falta de evidências, tudo isso antes do PC cometer suicídio. De acordo com o Estadão, “os peritos concluíram que o youtuber não armazenou ou compartilhou fotos ou vídeos de conteúdo pornográfico de menores de idade, não teve conversas com outras pessoas sobre o tema e tampouco fez buscas em sites de pesquisas a respeito do assunto”. https://www.estadao.com.br/emais/gente/pericia-policial-nao-encontra-provas-de-pedofilia-contra-pc-siqueira/?srsltid=AfmBOoqD2S_c-QGtMVH-6XQailDop8I7NdIXyJGpyDp7U7QeO8rNs01M
PC Siqueira foi acusado, por meio de um perfil anônimo no Twitter, de cometer “crime de pedofilia”, o que gerou uma intensa mobilização social e virtual, um lixamento, agravando seu estado depressivo. Após três anos sofrendo ataques à sua honra pelas plataformas digitais, ele acabou tirando a própria vida. Seu suicídio foi resultado do abalo psicológico causado pelo cancelamento e pelo abandono dos amigos.
Além disso, PC nunca foi investigado pela justiça pelo crime que John lhe atribui. O suposto delito investigado foi o recebimento, pelo WhatsApp, de uma foto nua de uma menor de idade, enviada pela própria mãe da garota, e a eventual armazenagem dessa imagem. O crime apurado foi o de armazenagem dessa foto.
Por fim, não me importa se PC era “Jack” ou não, pois não estou aqui para defendê-lo ou acusá-lo. Contudo, pelos áudios disponíveis (se é que são verdadeiros) nada indicava, para mim ou para a polícia, que ele tenha solicitado essa foto ou sentido qualquer tipo de prazer com ela. Além disso, não deveria me surpreender com o ímpeto feroz do John em atacar, cancelar e exibir sua virtude lacradora, sem se importar com as consequências de seus atos irresponsáveis.
Com relação ao texto da Manji, que o John desdenha por não ter lido, tenho plena certeza de que o Ig0y o leu, pois era de seu interesse. Quanto ao TH, também enviei o texto diretamente a ele por mensagem. Se o TH leu ou não, isso não altera o fato de que nem ele nem o Ig0y me refutaram, apesar do TH afirmar que o Ig0y teria “gabaritado” algo que nem ele próprio é capaz. Ademais, se sou tão “burro” quanto dizem, não deveria ser complicado responder a um texto meu.
Como o Ig0y poderia continuar na END como o John afirma, com o TH, um dos donos do projeto, declarando não querer mais nenhum tipo de contato com ele? Como seria possível sua permanência se o Over ameaçava sair caso ele continuasse? Não é evidente que a saída do Ig0y foi, na verdade, uma expulsão? Pior ainda, como o Ig0y poderia se defender em uma live onde o Over ou qualquer outra pessoa controlasse o que ele poderia dizer, o interrompesse constantemente e o acusasse?
Como o John afirma, o Ig0y estava sendo pressionado, encurralado segundo suas próprias palavras, para confessar. E, logo após sua confissão, foi traído por aqueles que o ameaçavam com o rompimento da amizade, sendo que a amizade foi cortada de qualquer forma. Mas será que ele realmente precisava confessar? Consigo pensar em várias formas de ele escapar da situação sem admitir nada. Por exemplo, ele poderia ter inventado uma desculpa qualquer (como alegar estar doente ou enfrentar um problema familiar), sair da live e voltar alguns dias depois, já tendo jogado o que fosse necessário para evitar suspeitas. Mas ele não fez isso. Ele confessou voluntariamente porque o fardo de sustentar a mentira se tornou insuportável. Isso não elimina o erro, mas expõe uma dimensão humana da situação que não pode ser ignorada.
Sobre o caso do Ig0y.
Uma defesa imerecida, mas necessária.
Nos últimos dias, como muitos já sabem, o Ig0y realizou uma live de longa duração, “live infinita”, na qual revelou ter incluído, de forma não totalmente honesta, em suas listas de completos um anime e dois títulos de jogos. Trata-se de uma confissão voluntária e pontual, acompanhada de justificativas que amenizavam o ocorrido. Contudo, o que poderia ser interpretado como uma atitude nobre, uma admissão sobre uma mentira boba, ganhou proporções inesperadas e provocou reações surpreendentes por parte de seus supostos amigos.
Logo após a revelação, surgiram vídeos de Alexandre Esteves, Jhon Wesley e TH. Esses “amigos”, em vez de tentarem ajudar, se empenharam em fazer demonstrações públicas de virtude enquanto procuravam se desvincular da imagem do agora “leproso” Ig0y, com dois deles chegando a afirmar que não manteriam mais qualquer tipo de contato e que as relações de amizade estavam encerradas.
É fato que toda a comunidade já sabia que o Ig0y praticava fake list há anos. Essa prática se tornava evidente diante das claras impossibilidades de consumir com qualidade o enorme volume de conteúdo que ele afirmava ter completado, incluindo animes, mangás, jogos, filmes e livros. Tudo isso enquanto ainda estava na casa dos 20 anos, cursava Engenharia Elétrica, escrevia para um blog, produzia podcasts, criava vídeos para seus canais em duas plataformas, participava de outros canais e mantinha uma vida social ativa. Além disso, quem realmente consumiu as obras mencionadas percebia que seus comentários eram vagos, superficiais e incoerentes, acompanhados de constantes fugas do assunto.
Outro ponto que tornava perceptível sua fake list era a atribuição de notas muito baixas à quase totalidade dos títulos, comportamento típico de quem tenta ganhar credibilidade assumindo o estereótipo do “crítico cult”. Claro que apesar do apelo dessa postura é totalmente equivocada e faz jus apenas a haters. Notas tão depreciativas não condizem com alguém que realmente aprecia mais de 2400 mangás e mais de 1300 animes. Quem demonstra tamanho desprezo por esse tipo de conteúdo jamais se obrigaria a consumi-lo em grande quantidade e, mesmo que tentasse se forçar, não conseguiria.
Como se esses pontos já não fossem suficientes, há também o fato de grande parte da lista dele ser composta por animes muito antigos. Animes antigos apresentam desafios significativos para serem encontrados na internet, e muitos deles são classificados como "animes perdidos", obras cujos arquivos originais ou cópias simplesmente não existem mais, nem mesmo no Japão.
Além disso, consumir animes antigos envolve outras dificuldades. Esses trabalhos foram produzidos em uma época distinta, utilizando tecnologias rudimentares e voltados para um público com expectativas e interesses diferentes. Os propósitos de exibição também eram outros, o que se reflete na forma como as tramas eram desenvolvidas e narradas. As histórias e seus temas, em geral, eram menos complexos e seguiam padrões que hoje podem parecer datados ou pouco atrativos para o público contemporâneo. No entanto, catalogar obras dessa maneira reforça a aura de cult e torna quase impossível alguém apresentar argumentos sobre suas tramas que o constranja, pois quase ninguém as assistiu.
Agora que deixei claro que não estou passando pano para o Ig0y, restam duas possibilidades: ou Alexandre, Thiago, Over e Jhon são as pessoas mais burras que já existiram (o que, no caso do Jhon, pode ser verdade), ou estão mentindo para seus públicos. Portanto, é importante notar que não se trata de uma questão de princípios morais genuínos que os levou a demonstrar aversão ao Ig0y. Ainda que fosse esse o caso, a postura farisaica de Alexandre, Jhon e TH seria igualmente desprezível. Logo, não é uma questão de mentiras, tampouco de certo ou errado; trata-se puramente de imagem. Mesmo uma confissão simples, como a feita pelo Ig0y, foi suficiente para abalar sua credibilidade. Consequentemente, aquelas raposas que estavam mais próximas dele o abandonaram, como se estivessem fugindo de alguém que tivesse contraído a peste negra, temendo que suas próprias reputações fossem prejudicadas.
Nenhum deles quer que o público imagine que também possam estar mentindo sobre suas listas, emulando emoções, comentando sobre obras que não conhecem profundamente. Vale ressaltar que Alexandre já foi desmascarado como alguém que praticava fake list. Milhares de episódios que ele afirma ter assistido e inclui em sua lista nunca foram, de fato, vistos por ele. TH, por sua vez, tem tanto medo de ser pego em contradições que mantém suas listas de animes e mangás privadas. Quanto ao Jhon, suas constantes afirmações absurdas tornam desnecessário sequer verificar sua lista, pois ou ele é o maior idiota que já existiu, ou não consumiu nada do que alega. Em suma, são três hipócritas da pior espécie.
O Ig0y foi explorado até o limite, com todos ao seu redor extraindo tudo o que podiam dele para se promoverem até o último segundo. Independentemente de ele praticar fake list ou não, é inegável que possuía uma imagem diferenciada, com apelo para um público específico que buscava exatamente algo como essa imagem. Além disso, associar-se a alguém com uma reputação de "cult" agrega credibilidade àqueles que não a têm. É irônico perceber que o mesmo fator que atraiu pessoas sorrateiras e oportunistas para perto do Ig0y foi também o que as afastou quando essa imagem foi arranhada. Para os seus amigos, a questão nunca foi o fato de o Ig0y praticar fake list; o problema foi ele ter admitido.
Um caso com similaridades peculiares ocorreu com a Ilha dos Barbados, composta por Rafinha Bastos, Cauê Moura e PC Siqueira. No momento em que PC Siqueira foi acusado, pouco importava se ele realmente tinha algum tipo de culpa ou qual era a gravidade das alegações. Para seus “amigos”, o único objetivo era proteger suas próprias imagens, mesmo que isso significasse tratar PC como um leproso. Embora PC certamente tivesse problemas de caráter e estivesse longe de ser perfeito, não merecia o desfecho que teve.
TH afirma em seu vídeo que o Ig0y não está sendo cancelado, mas desmascarado. Desmascarado por quem, se todos já sabiam? Talvez o Ig0y conseguisse enganar, no máximo, alguns pré-adolescentes. Fora esse público, era praticamente impossível que alguém mais fosse iludido. O fato é que o Ig0y está sendo vítima de um cancelamento iniciado por seus próprios amigos, mas que ultrapassou a bolha e se transformou em um verdadeiro linchamento virtual. Nesse processo, os oportunistas, sorrateiros e seres vis que se diziam seus amigos agora tentam extrair até o último like, a última visualização e o último engajamento possível, usando o nome e a imagem do Ig0y.
Vejam, o Ig0y não matou, não roubou, não adulterou. O grande crime vil do Ig0y foi mentir e, para seus amigos, principalmente confessar ao público que não jogou um simples jogo. O mais absurdo é assistir a vídeos desses mesmos amigos, com duração de quase ou mais de uma hora, tentando justificar que o cancelamento e o fim das amizades não estão relacionados ao fake list, quando a única "prova" apresentada é uma historinha sobre ter jogado ou não algo.
Mentiras são mentiras; abismos puxam outros abismos. Se o Ig0y dá detalhes e constrói narrativas, isso apenas o qualifica como um contador de histórias mais habilidoso ou um mentiroso mais convincente. Contudo, isso não muda o fato de que tudo gira, única e exclusivamente, em torno de uma fake list. Não se trata de um tipo diferente de mentira, como seus amigos tentam argumentar; ainda é a mesma mentira sobre um simples joguinho.
O Ig0y, esse sim, foi traído, encurralado, e os covardes não lhe deram sequer os meios para exercer seu direito de resposta aos ataques que sofreu. Perdeu seu canal, perdeu seus amigos e foi vítima de um golpe vindo de pessoas em quem confiava. Como se não bastasse, esses mesmos "amigos" ainda têm a audácia de tentar vender a imagem de vítimas, enquanto acusam o Ig0y, sem que ele possa se defender, de se vitimizar. Recusar-se a ouvir ou mesmo impedir que o outro tenha voz é uma prática ignorante recorrente de TH e Alexandre, algo que eu e Rodrigo também já enfrentamos.
Desde 2018, quando tive os primeiros contatos com o Ig0y, percebi um ar pedante nele; o Ig0y já vendia uma imagem de superioridade. Porém, a verdade precisa ser dita: ele não criou esse personagem sozinho, foi alimentado por aqueles que o elevaram à posição de “deus”. Justamente essas pessoas, principalmente TH e suas crias do Distopia, são as que hoje o traem. Quando o Ig0y afirma que nunca pediu para ser colocado nessa posição, fala a verdade, mas foi colocado ali por aqueles que viram nisso uma forma de se beneficiarem dele.
Eu tentei alertar o Ig0y sobre os bajuladores e mostrar a ele que os verdadeiros amigos eram eu e o Rodrigo, pessoas que falavam a verdade e desejavam que ele melhorasse. Infelizmente, o Ig0y escolheu os aduladores em vez daqueles que o viam como igual. Somente quem o vê como igual pôde ser seu amigo de fato e dizer a verdade. Amigo é quem critica para ajudar, torcendo pela mudança e pelo melhor, e não alguém como o Jhon, que declarou querer ver o Ig0y se dar mal e desaparecer da internet. Isso não é amizade e nunca foi; é apenas a frustração de um degenerado alucinado que viu a imagem do seu “deus” imaginário abalada perante o público.
Admirar um pseudocult por ser pseudocult e, pior, transformar-se em uma cópia do pseudocult, exige um nível extremo de anticult. Não tenho dúvidas sobre a desonestidade e a ciência do TH desde o início da farsa; a de Alexandre também oferece pouca margem para questionamentos. Já o Jhon é um caso à parte. Ele apresenta um nível altíssimo de burrice e devoção fanática, o que até permite considerar alguma ingenuidade de sua parte. No entanto, as coisas que o Ig0y dizia só enganavam quem não tinha absolutamente nenhum conhecimento. Assim, para que Jhon fosse honesto em relação ao Ig0y, ele teria que ser desonesto com todo o restante.
Por mais que o Ig0y fosse uma farsa, ao menos era uma farsa. Pior são os falsos amigos que aspiravam a isso, mas sequer tinham capacidade para tal. Não há dúvidas sobre a mediocridade de seus supostos amigos como produtores de conteúdo, especialmente do parasita invejoso chamado TH. Seu conteúdo se resume a reações a materiais de terceiros, sempre buscando denegrir e menosprezar os outros da forma mais chula e falaciosa possível. Além disso, seu trabalho é tecnicamente amador: a mixagem de som é péssima, as imagens nada acrescentam e, pior, TH não demonstra a mínima disposição para estruturar ideias, preparar roteiros ou apresentar argumentos sólidos em seus vídeos. Sua preguiça vai ao ponto de depender de "amigos" que fazem comentários completamente idiotas, o que só agrava a falta de qualidade.
Infelizmente, Alexandre, TH e Jhon foram uma péssima inspiração e influência para o Ig0y, que, verdade seja dita, também não produzia conteúdos com propostas muito superiores. Contudo, ao menos era um bom orador e tinha uma produção técnica infinitamente melhor, incomparável ao que TH e Jhon entregam. O mais irônico é ver esses mesmos amigos agora criticando o trabalho do Ig0y, chamando-o de preguiçoso, como se tivessem qualquer moral para fazer tais acusações.
É fato que o Ig0y rapidamente compreendeu seu papel como criador de conteúdo, e esse papel era, acima de tudo, de entreter seu público com um show. Se, para isso, ele criou um personagem, não há nada de errado, pois entregou exatamente o que se propôs a fazer e aquilo que queriam dele. Além disso, não é como se a maioria dos criadores de conteúdo não recorresse a personagens para vender seus programas. Alguém realmente acredita que a maioria deles é exatamente a mesma pessoa quando as câmeras estão desligadas?
Isso não significa que eu apreciasse o personagem criado pelo Ig0y. Contudo, certamente não faço críticas a isso como seus "amigos", que, após anos de convivência e observando tais diferenças, só agora decidem expor essas questões publicamente. É risível, por exemplo, vê-los reclamarem apenas agora do fato de o Ig0y falar em público de maneira distinta de como se comunicava em particular com eles, algo que, convenhamos, não deveria surpreender ninguém. Uma crítica à maneira como o Ig0y se expressava poderia vir de qualquer pessoa e seria justa, mas, vinda dos próprios amigos e nesse momento de queda do Ig0y, revela-se uma atitude sorrateira e de extremo mau-caratismo.
Em termos de personagem, é inegável que o Ig0y possuía uma grande qualidade: a capacidade de atuar com inteligência e eficácia. Ele pode não ser médico, advogado ou piloto de avião, tampouco ter estudado profundamente qualquer dessas áreas, mas demonstrava uma habilidade excepcional para interpretar papéis e transmitir credibilidade. Já seus amigos, ao que parece, aspiram ser como Frank Abagnale Jr., mas não chegam sequer a ser como Leonardo DiCaprio, que o interpretou.
O TH, em seus vídeos, atribuiu a culpa pela farsa do Ig0y ao fato de ele, supostamente, "gabaritar apenas os burros", citando como exemplo o Marco, do Intoxicação Anime, eu e o Rodrigo. Primeiramente, burro é quem acreditou que o Ig0y não praticava fake list. Então, decida-se, TH: você é o maior tolo da face da Terra ou um mal caráter oportunista? Você acreditava no pastor mirim? Eu nunca fui devoto dele. Em segundo lugar, essa declaração do TH vem logo após ele mencionar a questão da manji. Curiosamente, tanto ele quanto o Ig0y nunca responderam ao meu textão sobre o tema. Em terceiro lugar, ser chamado de burro pelo o arrogante TH é, na verdade, motivo de orgulho. Eu me preocuparia se uma "ameba" como ele conseguisse me considerar inteligente. O TH me chamar de burro apenas reforça que estou no caminho certo.
Sobre o Marco, é desnecessário defendê-lo, pois ele é um gigante. Seu sucesso duradouro é fruto de sua inteligência e capacidade de produzir conteúdo de alta qualidade. Entretanto, não posso deixar de apontar que essa atitude do TH é mais uma demonstração clara de recalque. Ele é um incapaz que jamais alcançará os feitos do Marco, limitando-se a produzir acusações tóxicas e infrutíferas que em nada contribuem.
Falando especificamente sobre o conteúdo do Ig0y relacionado a animes, já escrevi alguns textos contestando os vídeos que ele produzia. Creio que um dos principais equívocos do Ig0y estava na forma como, em algumas ocasiões, ele direcionava ataques a outros criadores de conteúdo da área. Por vezes, esses ataques eram conduzidos de maneira equivocada e desrespeitosa, o que, acredito, acabou prejudicando a comunidade em certa medida.
Outro ponto em que acredito que o Ig0y agia de forma equivocada era ao ceder espaço e pagar "pedágio" para os falsos moralistas do politicamente correto. Como já disse ao Ig0y em certa ocasião, embora o politicamente correto tenha suas raízes, em essência, na esquerda, acenar virtude para essa postura e defendê-la não é, de maneira alguma, uma questão exclusivamente relacionada a ser de esquerda ou de direita. Trata-se de algo mais profundo, que transcende ideologias e revela uma postura de conformismo com narrativas que nem sempre refletem autenticidade ou coerência.
Além disso, sem desconsiderar os danos que críticas infundadas possam causar, ainda vejo a participação do Ig0y como positiva. Afinal, independentemente de falarem bem ou mal de animes, o mais importante é que se fale, pois essa troca mantém a comunidade ativa e engajada. Perder a voz do Ig0y é perder uma chama que aquecia a comunidade e contribuía para mantê-la viva.
Ainda assim, apesar das críticas que fiz e dos erros que ele possa ter cometido, lamento profundamente a possibilidade de o Ig0y deixar de produzir conteúdo. Nunca foi minha intenção, ao apontar suas falhas, silenciá-lo ou desmotivá-lo. Meu objetivo sempre foi que ele evoluísse e passasse a enxergar as questões sob outras perspectivas.
Quanto aos demais conteúdos do Ig0y que não estavam relacionados a animes, acredito que ele estava em busca do seu caminho como criador de conteúdo, o que é perfeitamente compreensível. Diversificar é, sem dúvida, uma parte essencial da sobrevivência e da evolução. No entanto, é preciso cautela. Assim como não se cruza seres humanos com chimpanzés, ou não se produz água sanitária onde se faz Coca-Cola, há limites para a diversificação. Ampliar o leque de conteúdos e trazer quadros diferentes é algo que apoio totalmente. Contudo, mudar completamente o foco de um canal é um risco considerável, quase sempre um caminho seguro para perder público e fracassar, salvo raras exceções.
Estou preocupado com o Ig0y, o que, ironicamente, me coloca em uma posição inesperada. Eu e Rodrigo sempre fomos vistos como os arqui-inimigos do Ig0y, e há razões para isso. Ainda assim, é curioso pensar que justamente nós, e não seus "amigos", estamos demonstrando preocupação neste momento. O fato é que o Ig0y sumiu. Ninguém sabe como ele está lidando mentalmente com tudo o que aconteceu, nem quais serão os próximos passos após anos investindo nesse trabalho.
Preocupo-me não apenas com seu futuro profissional, mas também com seu bem-estar psicológico. Viver anos interpretando um personagem e construindo amizades frágeis pode ter um peso imenso. Acredito sinceramente que o Ig0y precisará de ajuda psicológica profissional por um longo tempo para lidar com as consequências de tudo isso.
Pelo menos o personagem do Ig0y era o do sábio da corte, enquanto o do Alexandre assumia o papel de rei. Já o Jhon, por outro lado, parece ter se contentado com o papel de bobo da corte. É difícil imaginar alguém que mereça esse tipo de personagem, muito menos alguém que se submeta a interpretá-lo por tanto tempo.
Antes de encerrar este texto, quero fazer alguns esclarecimentos. Quando afirmei que a confissão do Ig0y foi voluntária, quis dizer que ele não foi coagido com uma arma ou qualquer tipo de chantagem direta. Também não acredito na versão apresentada por seus "amigos", que alegaram que ele teria confessado apenas por medo de ser desmascarado. Certamente havia outras formas de o Ig0y lidar com essa situação. Sua confissão foi voluntária no sentido de que partiu dele, como uma tentativa de aliviar parte do fardo que carregava. No entanto, não foi feita sem influência ou pressão.
Houve, sim, uma coesão social por parte de seus "amigos", uma pressão indireta que o levou a se expor. Nesse contexto, fica evidente o caráter traiçoeiro da situação. Aqueles que o incentivaram a confessar, ou criaram o clima para que isso ocorresse, foram os mesmos que o traíram logo em seguida. Tudo aponta para uma cilada meticulosamente planejada, na qual o Ig0y foi levado a cair. Esses "amigos", que aparentemente já buscavam se livrar dele, aproveitaram-se dessa confissão para sacrificar o Ig0y e dividir o que restou de seu legado. Quando ele deixou de ser útil para eles virou um peso, e o "sacrifício" tornou-se o caminho mais conveniente, logo os vídeos tinham o objetivo claro de atacar e destruir o Ig0y.
O Rei estava nu, mas isso não era um problema enquanto todos afirmavam que apenas os inteligentes podiam enxergar suas vestes. Não havia, de fato, pessoas inteligentes, apenas tolos desesperados por aparentar inteligência.
Nota Inicial.
Gostaria de deixar claro que este texto é totalmente respeitoso ao Ig0y e à sua religião. O que segue são apenas minhas opiniões em resposta aos argumentos apresentados no vídeo dele.
Além disso, já o convidei para uma conversa em dezembro, com o intuito de compartilharmos nossos pensamentos sobre o tema. Ele justificou que não poderia participar naquele momento e sugeriu que eu escrevesse um texto. Na época, recusei, pois sabia que seria algo extenso. Contudo, devido à recorrência da polêmica, decidi expor alguns dos meus pontos, reagindo ao novo vídeo dele. Quero ressaltar que o Ig0y tem todo o direito de não querer discutir diretamente comigo, assim como eu tenho o direito de reagir ao vídeo e expressar minhas opiniões de forma saudável e respeitosa.
Registro aqui que tudo o que escreverei neste texto também diria pessoalmente. Portanto, se ele achar necessário e desejar conversar em outro momento, estarei aberto a isso.
Contextualização.
Antes de entrar nos pontos principais do vídeo, é importante contextualizar a situação. A polêmica gira em torno do uso da manji (suástica) nas redes sociais do Ig0y. Não estou dizendo que a culpa seja da vítima, mas tal exposição o coloca em uma posição vulnerável, o que é, no mínimo, uma irresponsabilidade. Além disso, duvido que o Ig0y seja ingênuo a ponto de não prever que essa escolha geraria certos tipos de comentários. Isso sugere que ele buscava provocar algum tipo de reação. Para ilustrar: é como alguém entrar em um estádio de futebol com a camisa do Palmeiras no meio da torcida organizada do Corinthians, alegando que o significado daquela camisa é outro.
1. Tokyo Revengers.
Em um momento do vídeo, Ig0y cita o anime Tokyo Revengers. Embora esse ponto não seja central para os argumentos que ele desenvolve, considero relevante abordar essa obra, pois ela também enfrenta polêmicas devido ao uso da suástica.
Toda obra carrega mensagens, sejam intencionais ou não, explícitas ou subliminares, e reflete valores e conhecimentos. Tokyo Revengers transmite algumas mensagens problemáticas, não tanto pelo uso do símbolo, mas por outros elementos que remetem a grupos ideológicos europeus das primeiras décadas do século XX.
Para que meu ponto sobre outros elementos seja melhor compreendido, recomendo fortemente o filme A Onda, cujo enredo é baseado em um experimento social real ocorrido nos Estados Unidos, em uma escola de Palo Alto, Califórnia. A trama segue um professor anarquista de ciências sociais que decide aplicar um experimento com sua turma, composta por alunos de diferentes orientações políticas, classes sociais e comportamentos. Ao longo do filme, o professor consegue converter toda a classe ao autoritarismo, e a situação se espalha pela escola, saindo totalmente de controle, a ponto de nem mesmo o professor conseguir pôr fim ao movimento sem enfrentar resistência dos próprios alunos.
Cito esse filme porque ele ilustra claramente as origens das ideologias totalitárias, com elementos que também estão muito presentes no anime Tokyo Revengers. Aspectos como: padronização (todos se vestirem iguais), organização, hierarquia, violência, ações em conjunto, identidade comum, sentimento de pertencimento a algo e a figura de um líder carismático, entre outros. Podem conferir o filme no link: A Onda.
Outro aspecto relevante é o contexto cultural japonês. Embora não possamos generalizar, a sociedade japonesa apresenta características etnocêntricas, homogêneas e, muitas vezes, xenófobas. Orgulhosa de sua identidade, essa sociedade costuma não ter uma visão favorável ao que é diferente. Além disso, o que seria extremamente estranho no Ocidente é comum no Japão, onde essas práticas são defendidas como formas de preservar a igualdade e o pertencimento. Nas escolas japonesas, por exemplo, há inspeções rigorosas, como a verificação da maquiagem, das sobrancelhas, do ajuste das roupas e até mesmo da cor das roupas íntimas, que devem ser brancas. Na vida adulta, a padronização continua, deixando pouco espaço para a individualidade. Algumas empresas chegam a medir até a cintura de seus funcionários. Portanto, é impossível falar ou escrever sobre algo que não se conhece ou não se vive, e muitas mensagens presentes nos animes refletem aspectos negativos dessa realidade social japonesa.
Também é importante lembrar que o Japão foi membro do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial, um período marcado por ações terríveis. Até hoje, o país enfrenta tensões com a China e a Coreia, e ocasionalmente surgem autores e obras que se envolvem em controvérsias. Um exemplo disso é a obra Again in Another World, polêmica por exaltar um militar japonês da Segunda Guerra, escrita por um autor que também fez postagens em seu Twitter com insultos discriminatórios contra chineses e sul-coreanos.
Voltando a Tokyo Revengers, o ponto mais problemático desse anime é a forma como retrata as gangues, apresentando uma imagem romantizada e relativamente positiva delas, o que certamente pode atrair jovens. Esse é, na verdade, o cerne da fundação de partidos totalitários, representados pela SA na Alemanha e pelas Camisas Negras na Itália, que eram essencialmente gangues padronizadas e violentas. A situação se torna ainda mais preocupante quando os membros da gangue principal do anime adotam visuais que evocam a estética da SS, com cabelos loiros e roupas pretas, reforçando uma associação perigosa com essas ideologias.
Aqui surge a questão: qual é o uso religioso de uma suástica em uma gangue de rua? Será que o autor desconhecia o outro significado desse símbolo? Alguém realmente acredita que os produtores e diretores desse anime, cuja primeira temporada tem 24 episódios, pensavam que a obra ficaria restrita ao Japão? Embora eu defenda o princípio de que todos devem ser considerados inocentes até que se prove o contrário, me parece altamente improvável que a mensagem, no contexto da obra, não seja, no mínimo, ambígua.
Apesar dessas críticas, reconheço que, se desconsiderarmos esses aspectos, Tokyo Revengers pode ser uma obra divertida e envolvente. Contudo, é crucial que o público tenha senso crítico ao consumir esse tipo de conteúdo.
2. O perfil é meu, faço o que eu quiser.
Essa afirmação é, no mínimo, arrogante e imprecisa. A liberdade nunca é absoluta. Nenhum indivíduo tem liberdade para tudo, pois ela precisa ser limitada para garantir sua própria existência. Esse é o princípio fundamental da liberdade. Por acaso alguém pode ter a liberdade de possuir escravos? Quando alguém incomoda outra pessoa agredindo-a, seja por ações, palavras ou publicações, ultrapassa o limite, e a lei deve intervir, com o Estado punindo essa ação. Por isso, é proibido defender atos criminosos.
Não basta apenas seguir as normas da plataforma. É necessário também respeitar as leis do Estado. Mesmo quando uma ação não está explicitamente tipificada, ela deve seguir os princípios da lei. E além disso, existem normas que não são escritas, mas que fazem parte da convivência social: leis de boa convivência, que exigem apenas bom senso e discernimento. Certas atitudes simplesmente não são apropriadas, e quem as adota está errado.
Por fim, é incorreto afirmar que não há culpa se a intenção não for maliciosa. Se uma ação causa dolo a um indivíduo, a uma organização, à sociedade ou ao ambiente, e se o autor tinha consciência dos riscos envolvidos, ele assume a responsabilidade e, portanto, tem culpa.
3. Lei mundial.
Este tópico será breve, pois, na realidade, não existe uma "lei mundial", como o Ig0y menciona no vídeo. O Tratado de Paris, firmado após a Segunda Guerra Mundial, não é uma lei mundial e teve como foco principal resolver questões territoriais. Não há evidências de que o tratado tenha estabelecido ou abordado algo relacionado ao uso da suástica. Contudo, após a guerra, muitos países passaram a proibir o uso do símbolo em sua forma associada ao regime alemão. Paralelamente, a suástica invertida continuou sendo utilizada em contextos religiosos, como já ocorria historicamente, a fim de se distanciar das conotações ligadas a esse regime.
4. Origem do termo "suástica".
Será mesmo que o termo suástica não possa ser usado para definir o símbolo adotado pelo Nacional-Socialismo? Quantas pessoas no Ocidente, além de estudiosos, conhecem sua origem etimológica? O Ocidente associa o termo suástica aos indianos? No fim, o que importa não é a origem da palavra, mas o significado que ela adquiriu ao longo do tempo. Usar argumentos de origem para justificar o uso correto ou incorreto de suástica ou manji é incorrer em uma falácia etimológica, ou seja, uma falácia de origem.
Atualmente, no Ocidente, a palavra suástica está muito mais associada àquele regime totalitário, enquanto manji mantém vínculos com culturas e religiões orientais. Por isso, para quem conhece essa diferença, o uso de manji (como é chamado no Japão) em vez de suástica ao se referir ao símbolo em contextos religiosos ou culturais é mais adequado e respeitoso com as tradições budistas e hinduístas, pois dissocia o símbolo de um uso histórico alheio a fins religiosos e evita interpretações equivocadas.
Ainda assim, desde que não cause ofensa, não vejo grandes problemas em que pessoas leigas usem o termo suástica, já que ambos se referem ao mesmo símbolo. No entanto, se for alguém esclarecido e com a intenção deliberada de provocar dubiedade ou polêmicas, quem optar por "suástica" não pode se eximir de críticas severas.
A propósito, palavras mudam de significado com o tempo. Por exemplo, o termo "cristão" foi inicialmente usado de forma pejorativa (como escárnio, difamação e desmerecimento) pelos opositores dos seguidores de Cristo. Então, por que a palavra, cunhada por seus adversários e apropriada do nome de seu líder, não deveria ser utilizada? Da mesma forma, "protestante" também foi criada pelos católicos como uma forma de ofensa. No entanto, ambas as palavras perderam seu tom original. Alguém, hoje, se sente ofendido ao ser chamado de protestante ou cristão?
Posso dizer que senti uma forte lacrada do Ig0y no vídeo, ao falar de forma incisiva dos “inimigos britânicos e americanos, grandes empresários maldosos, banqueiros”, os quais, segundo ele, teriam se apropriado do termo indiano “suástica” para associá-lo de maneira vil ao símbolo daquele regime europeu. A alternativa seria os ocidentais darem um nome britânico a um símbolo usado por orientais e ainda serem acusados de anglicismo? Nem mesmo professores de história do ensino médio lacram tanto.
Um adendo, não que isso seja realmente importante, pois estou construindo minha argumentação partindo do pressuposto de que a pesquisa etimológica do Ig0y seja verdadeira. Contudo, em minhas pesquisas, não encontrei absolutamente nada que indicasse que essa palavra tenha sido atribuída por americanos e ingleses com a emancipação da Índia da Inglaterra no pós-Segunda Guerra Mundial, muito menos com o intuito de difamar os indianos. Além disso, pelo que estudei, o termo suástica já era de uso corrente muito antes daquele partido adotar o símbolo. Também não faz sentido atribuir esse nome ao símbolo com conotação difamatória antes da guerra, pois, no mundo ocidental, a suástica era sinônimo de redenção e era amplamente admirada.
Quem realmente fazia a correlação da suástica com os indianos eram os nacionais-socialistas, devido à ideia de que os arianos eram puros, os indo-europeus legítimos, sem misturas. Os indo-europeus (arianos) eram considerados o povo que deu origem ao homem branco, desde parte dos indianos (das castas superiores), passando pelos iranianos, de onde vem o termo ariano, até o homem europeu. Escreveu Adolf Hitler no livro Mein Kampf: "Como nacional-socialistas, vemos em nossa bandeira nosso programa. No vermelho, a ideia social do movimento; no branco, a ideia nacionalista; e na suástica, a missão de lutar pela vitória do homem ariano e, ao mesmo tempo, pelo triunfo da ideia do trabalho produtivo, ideia que é e será sempre anti-semita."
Outra questão etimológica interessante é o uso da palavra "denegrir". Recentemente, uma repórter foi duramente repreendida por um colega ao utilizar esse termo em uma reportagem ao vivo. Logo depois, ela se desculpou de forma vexatória. O problema é que a palavra "denegrir" não possui nenhuma conotação racial, nem há qualquer relação etimológica com esse contexto. "Denegrir" vem do latim denigrare, sendo uma palavra muito mais antiga do que o Brasil e seus problemas atuais. Link da reportagem.
Neste ponto, ao defender o uso de um termo, surge outra falácia além da etimológica: a falácia semântica. Alguém pode criticar meu português "mal escrito", apontando pontuações inadequadas, concordâncias fora da norma ou falta de acentuação, mas nada disso constitui um erro de fato, desde que a mensagem seja compreendida pelo interlocutor. O máximo que se pode dizer é que o uso está fora da norma culta. Portanto, não importa tanto se o símbolo é chamado de "manji" ou "suástica", o que importa é que, se o interlocutor entender a mensagem, ela está correta. Caso contrário, se houver ambiguidade ou falta de entendimento, a culpa é do remetente, que deve fornecer uma explicação mais clara. Erra quem tenta impor, na comunicação, normas que não fazem parte do entendimento comum de determinada cultura ou linguagem. Por fim, só para constar, o termo "suástica" tem registros com mais de 2.000 anos de história.
5. Monark é retardado... Quem vai defender a suástica?
Na antiguidade, na Grécia, existia uma sociedade de ascetas com práticas morais valorosas. Eram místicos, filósofos, pensadores, músicos, astrônomos e, sobretudo, matemáticos. Os membros dessa sociedade eram conhecidos como pitagóricos, em homenagem ao seu fundador, Pitágoras. A ele são atribuídas várias descobertas e contribuições importantes, como o famoso teorema que leva seu nome, a relação matemática nas notas musicais, e também a identificação dos cinco poliedros regulares. Além disso, Pitágoras foi o primeiro a concluir que a Terra era esférica, desafiando as crenças da época.
Os pitagóricos consideravam o dodecaedro, um dos cinco poliedros regulares, composto por 12 pentágonos, como o mais harmonioso e soberano dos sólidos. Para eles, o dodecaedro representava o universo ou o cosmos e era mantido em segredo por ser considerado perigoso demais. O pentagrama, também conhecido como a estrela de cinco pontas, está intimamente ligado ao pentágono regular que compõe o dodecaedro, bastando unir seus vértices por diagonais. O pentágono contém uma quantidade impressionante de números áureos (a divina proporção, o número da beleza) e de retângulos de ouro. As aparições desse número são tantas que é difícil contá-las.
O pentagrama, portanto, era o emblema da escola de Pitágoras e o símbolo utilizado pelos matemáticos para se reconhecerem. Possivelmente, ele foi o primeiro símbolo da matemática, e eu não consigo imaginar outro símbolo mais matemático do que esse. Não há símbolo mais representativo da matemática do que o pentagrama.
Agora, se o pentagrama é o símbolo primordial da matemática, por que ele não é utilizado por matemáticos? Por que não encontramos pentagramas em escolas, universidades ou, ao menos, nos departamentos de matemática? Esse símbolo não deveria ser amplamente adotado por todos da área de exatas? A resposta é simples: durante a Idade Média, o pentagrama passou a ser usado por satanistas, e o que originalmente representava harmonia e sabedoria na matemática assumiu novas conotações. Com o tempo, ele se associou a práticas ocultas e passou a carregar uma carga simbólica negativa. Diante disso, convêm aos matemáticos utilizar o pentagrama hoje em dia? Quem vai defender o pentagrama?
Para mim, que sou da área de exatas e entendo a matemática contida nesse símbolo, seria maravilhoso poder colocar o pentagrama no meu perfil ou até mesmo em meu nome. No entanto, qual mensagem estaria passando? Quem entenderia isso? Quantos, de fato, dentro da área de exatas, conhecem a história e o significado desse símbolo? Posso exigir que as pessoas saibam a história do pentagrama? As pessoas precisam saber? Que tipo de pessoas estarei atraindo se utilizar esse símbolo? Eu posso esperar atrair algo diferente de satanistas e adolescentes problemáticos?
A grande maioria das pessoas entenderá que sou satanista, que não compartilho dos valores morais ocidentais, que tenho ideias dissociadas da norma, e não poderei culpar ninguém por isso; a responsabilidade será exclusivamente minha. É necessário abandonar os pretextos, ter bom senso e compreender que vivemos em uma sociedade real, com uma série de interpretações que não podem ser ignoradas e não em uma realidade imaginária.
Em um contexto escocês, homens podem usar saias; em um contexto russo, homens se beijam como cumprimento; em um contexto árabe, homens andam de mãos dadas. Se alguém sair por aí no Brasil usando saia, beijando homens e andando de mãos dadas com eles, pode-se culpar algum brasileiro por interpretar essas atitudes dentro de um contexto brasileiro? Convém a alguém de cultura diferente da majoritária adotar esse comportamento no Brasil, onde tais atitudes têm conotações e entendimentos distintos? Faz sentido afirmar que essa pessoa no Brasil estava apenas praticando uma cultura diferente e que, ao interpretarem de outra maneira, os brasileiros seriam os preconceituosos e xenofóbicos? Isso não seria "meter o louco"?
6. Apito de cachorro é coisa de cristão?
A Imputação inverídica do "apito de cachorro" aos cristãos é um desrespeito, e uma ironia, quando isso ocorre em um vídeo que supostamente visa reivindicar respeito religioso, inclusive com ameaças aos considerados desrespeitosos. O cristianismo, em sua essência, não prega discriminação racial. Além disso, o cristianismo não defende práticas dúbias, pois não precisa esconder nada e fazer isso vai contra seus princípios fundamentais, que prezam pela clareza e moralidade.
Quem utiliza o "apito de cachorro" não são grupos religiosos com posições abertas, como cristãos, budistas, hinduístas, judeus ou muçulmanos. O "apito de cachorro" é uma prática associada a indivíduos em cargos políticos ou concorrendo a eles, assim como a agentes políticos. Essencialmente são figuras públicas que buscam transmitir mensagens cifradas a uma audiência específica, com fins políticos, especialmente quando estão diante de uma multidão. Frequentemente, essas mensagens estão ligadas a atitudes que a sociedade em geral considera negativas, como práticas golpistas, criminosas e discriminatórias. A linguagem do apito é propositalmente ambígua, sendo interpretada de uma forma pelo público em geral e de outra, mais específica, para o grupo-alvo.
Além disso, a expressão "apito de cachorro" não é adequada para se referir a sociedades secretas, pois essas organizações não compartilham muitos dos elementos políticos e das pautas mal vistas que caracterizam essa prática. Vale destacar que foi a imprensa que popularizou essa expressão, mas nenhum grande veículo de comunicação utiliza o termo para descrever as práticas secretas dessas sociedades.
Cabe destacar que alguém pode usar o "apito de cachorro" de forma não intencional ou ingênua. Nesse caso, a pessoa pode não estar ciente do significado ambíguo da prática, mas, ainda assim, estará sinalizando algo. Outra possibilidade é que a pessoa tenha plena consciência da natureza dúbia de seu ato, mas não se importe com isso, por qualquer razão. Isso não significa que essa pessoa deseje sinalizar para um grupo específico, mas apenas que não se importe o suficiente para alterar a ambiguidade. Dessa forma, há apitos que existem mesmo que não seja a intensão do remetente.
Outro ponto é a questão de quem tem a autoridade para definir o que é ou não um "apito de cachorro". Indagar sobre quem detém essa autoridade, na realidade, é uma falácia. Trata-se de uma falácia non sequitur (que não se segue), pois a existência ou não de uma autoridade não impacta a existência ou a interpretação de um apito. Além disso, é uma falácia de autoridade, pois o simples fato de uma pessoa ou instituição ser considerada uma "autoridade" não valida nem invalida algo como um apito de cachorro.
Por fim, o fusca pode ser um apito de cachorro? Sim, claro, tudo depende do contexto em que a situação está inserida e de como ele pode transmitir uma mensagem dúbia. Os contextos possuem diversas variáveis, mas, para uma mensagem de massa, como a do apito, nenhuma dessas variáveis será de conhecimento particular. Um exemplo disso é o fato de que, até pouco tempo, ninguém sabia sobre a Kombi rosinha do Ig0y, algo de conhecimento restrito e com conotações pessoais.
7. No Brasil, há algum problema? No Ocidente, há algum problema?
Este mês, foi noticiado que um adolescente de 17 anos, usando uma braçadeira com a suástica, tentou invadir uma escola em Monte Mor (SP) portando um machado, galões de gasolina e uma mochila cheia de coquetéis Molotov. No Brasil não há supremacistas? Não há problemas? Leia a notícia
No final do ano passado, a Globo acompanhou a Polícia Federal prendendo um grupo de neonazistas que planejava matar mendigos, negros e nordestinos. Entre os presos, havia um estudante de Engenharia de Agricultura, um auxiliar de escritório, um estudante de Engenharia Automotiva da UFSC, um estudante de Letras e um de Direito, todos com idades entre 20 e 27 anos. Leia a notícia
O Ig0y pediu provas sobre a preocupação com o neonazismo, então aqui estão algumas. A Polícia Federal tem registrado um aumento considerável de investigações sobre apologia ao nazismo. Até 2019, eram entre 4 e 20 inquéritos anuais, mas esse número saltou para 69 investigações em 2019 e 110 em 2020. O Brasil não tem razões para se preocupar? Leia mais sobre os dados
Em 2023, 530 núcleos dessa ideologia foram mapeados no Brasil. A SaferNet Brasil, uma organização não-governamental que monitora crimes na internet, identificou 2.516 páginas com conteúdo nazista em 2020, e o Brasil ocupa a 7ª posição mundial nesse ranking. Leia a notícia
Em oito anos, a Secretaria de Direitos Humanos processou 228.962 denúncias sobre apologia ao nazismo em 21.921 sites, com materiais como imagens, textos, vídeos e músicas. Leia mais sobre as denúncias
Como o Ig0y vive no Brasil, eu poderia me limitar à realidade brasileira. No entanto, como ele questionou todo o Ocidente, é importante lembrar de Anders Behring Breivik, o extremista responsável pela morte de 77 pessoas em 2011, na Noruega. Recentemente, Breivik fez uma saudação nazista aos juízes durante uma audiência sobre seu pedido de liberdade condicional. Leia a notícia
Para não limitar a questão apenas ao Brasil e à Europa, onde o crescimento é alarmante em todos os países, vale lembrar de um grupo de manifestantes dessa ideologia que recentemente realizou uma passeata na cidade de Tampa, na Flórida, nos Estados Unidos. Leia a notícia
Eu poderia passar horas reunindo notícias, dados de governos, informações de investigações policiais e pesquisas de institutos sérios para fornecer as provas que o Ig0y solicitou. No entanto, creio que essas já são suficientes, e qualquer pessoa pode facilmente encontrar muito mais com uma pesquisa simples no Google.
Essas notícias não são narrativas, nem afirmações do Patrux ou opiniões do Ig0y; são simplesmente fatos. E contra fatos tão evidentes, não há contestação. Basta não se manter alheio ao que acontece ao seu redor, buscar se manter minimamente informado e evitar a alienação para perceber a realidade.
Embora eu tenha compartilhado algumas notícias, também carrego experiências pessoais que considero relevantes e que ajudam a mostrar que não estou falando apenas de algo distante de mim. Durante minha adolescência, frequentei uma escola de ensino médio de tamanho considerável, com mais de 4 mil alunos. Em determinado momento, começaram a aparecer símbolos em cadeiras e mesas. Com o tempo, esses símbolos passaram a surgir também nas portas, paredes e corredores, e logo começaram a aparecer nos quadros antes do início das aulas. O símbolo mais comum era a suástica, mas outros também apareciam, junto a frases extremamente perturbadoras.
Era algo absurdo e assustador, que se prolongou por um longo período, crescendo cada vez mais. Não sabíamos exatamente quem estava por trás disso, mas ficava claro que não era coisa de apenas um ou dois indivíduos. O que mais me impressionou foi o fato de que isso não foi parar nos jornais da época, nem a polícia tomou uma atitude mais incisiva. Demorou muito para que alguém reagisse de forma efetiva. Porém, em um dado momento, vários professores se uniram para exibir uma série de vídeos sobre os horrores cometidos por essa ideologia. As imagens eram chocantes, mostrando detalhes e entrevistas com as vítimas. Foram vídeos impactantes, mas necessários. Só depois disso, as manifestações começaram a diminuir e, finalmente, cessaram.
O principal erro do Ig0y é subestimar o mal. Ele acredita que as pessoas, especialmente no Brasil, são esclarecidas e boas, que a sociedade moderna está imune a essas ideias, como se as lições da história já estivessem internalizadas. Além disso, acredita nos jovens, grupo com o qual tem mais contato. Durante a Segunda Guerra Mundial, muitas pessoas pensavam viver em uma sociedade moderna e civilizada, e nem os próprios judeus imaginaram que algo tão horrível pudesse acontecer. Subestimar o mal é uma irresponsabilidade tremenda. Mesmo que o uso de certos símbolos ou a adoção de algumas ideias não sejam ilegais, e mesmo que a intenção por trás de algumas delas seja legítima, boa ou justificável, isso não impede que possam surgir consequências graves e prejudiciais. Essa é uma questão delicada, séria, e o dolo nem sempre é evidente à primeira vista.
Quero compartilhar outro caso que me marcou, envolvendo um ex-vizinho meu. Ele era adepto dessas ideologias, um jovem de físico imponente e oriundo de uma família financeiramente abastada. Um verdadeiro “filhinho de papai”, que não fazia nada da vida além de adotar comportamentos violentos e andar armado com pistolas e submetralhadoras. Lembro de uma situação em que ele chamou uma pessoa caucasiana de “negro” apenas porque ela tinha cabelo cacheado.
Trago essa história porque esse vizinho costumava se exibir publicamente com uma camiseta estampada com uma enorme suástica. Talvez ele se sentisse protegido pela riqueza de seus pais ou acreditasse na impunidade que muitas vezes impera no Brasil. É possível que também tivesse um álibi pronto para o caso de ser abordado pela polícia, alegando, por exemplo, que o símbolo não passava de um “manji”, um símbolo religioso.
No entanto, a história teve um desfecho interessante: certa vez, a polícia o abordou. Embora não o tenha prendido, a abordagem foi eficaz. Os policiais simplesmente arrancaram sua camiseta, rasgando-a bruscamente enquanto ele ainda a usava, deixando-lhe as marcas.
Para concluir este tópico, a questão racial é, em essência, absurda, especialmente no Brasil. Somos uma nação marcada pela miscigenação, e qualquer análise genética revelaria que todos nós possuímos heranças de múltiplas origens. Muitas pessoas de pele branca ficariam surpresas ao descobrir que carregam uma maior carga genética de origem africana, assim como também encontramos pessoas de pele escura com uma maior porcentagem de genes de origem europeia.
8. A participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
Embora a participação do Brasil nas batalhas da Segunda Guerra Mundial tenha sido limitada em comparação com as grandes potências, ela teve um papel relevante na aceleração do fim do conflito. Contudo, a questão sobre a proibição da suástica em algumas partes do mundo vai além das batalhas militares. Será que o esforço de guerra, por si só, justifica a proibição de símbolos como a suástica? Uma análise séria sobre a Segunda Guerra Mundial não pode se restringir apenas aos eventos bélicos, pois há também um contexto político significativo, especialmente considerando os anos que antecederam o conflito.
No Brasil, existia o Partido Nazista Brasileiro (PNB), uma ramificação do partido alemão, que esteve presente em 17 estados e atuou por cerca de uma década. O Partido Nazista estava presente em 83 países, sendo que o Brasil tinha o maior número de filiados fora da Alemanha. Além do PNB, havia a Ação Integralista Brasileira (AIB). Como o PNB aceitava apenas pessoas nascidas na Alemanha, o movimento integralista acabou sendo o refúgio de muitos simpatizantes das ideias nazistas no país.
Embora Vargas fosse simpatizante de alguns líderes autoritários europeus e de suas ideologias, tendo inclusive imposto muitas das políticas características desses regimes, ambos os partidos, AIB e PNB foram oficialmente extintos quando Getúlio Vargas, por meio do golpe do Estado Novo, implantou seu próprio autoritarismo e proibiu todos os partidos políticos. O fato é que a escolha do Brasil de se alinhar com os aliados não foi uma decisão ideológica, mas sim uma consequência das pressões externas, como as dos Estados Unidos, e da percepção de que a vitória dos aliados já era iminente.
As influências dessas ideologias, no entanto, perduraram na política brasileira e ainda têm relevância nos dias atuais. Alguém já esqueceu o episódio em que o ex-secretário de Cultura, Alvim, copiou trechos dos discursos de Goebbels? Um estudo recente estima que cerca de 100 mil brasileiros ainda são simpatizantes dessa ideologia.
9. Os verdadeiros budistas não usam suásticas.
Minha intenção não é discutir se os verdadeiros budistas usam ou não a suástica, mas sim avaliar se os argumentos apresentados pelo Ig0y, ao responder essa questão, são logicamente válidos. O argumento principal dele é que os opositores à sua ideia estão cometendo a falácia do "verdadeiro escocês".
A falácia do verdadeiro escocês consiste em atribuir uma premissa que não corresponde aos fatores definidores de algo, ou seja, é o uso de uma premissa falsa ou inadequada. Essencialmente, trata-se de uma variação da falácia non sequitur. A questão central, portanto, reside em determinar se o uso ou não da suástica pode ser considerado uma premissa válida para definir quem é ou não um budista. No entanto, em vez de refutar diretamente a premissa e demonstrar sua invalidade, o Ig0y recorre a uma generalização invertida do conceito de "verdadeiro escocês", ou seja, ele acaba utilizando a própria falácia que deveria estar refutando. Além disso, recorre a uma série de falácias de autoridade, tentando reforçar sua argumentação sem validá-la de maneira consistente.
O que define ser um escocês? O que caracteriza um “verdadeiro escocês”? Sem dúvida, tal discussão abre margem para uma guerra de narrativas, com cada parte defendendo sua própria definição, baseada em diferentes interpretações do que constitui um escocês. O ser humano, limitado em sua compreensão, inevitavelmente traz uma multiplicidade de pontos de vista, resultando em diferentes concepções de “verdade” e, por consequência, diversas premissas sobre o que significa ser escocês.
No entanto, pode-se realmente considerar uma “verdade limitada” como a verdade? Para que uma verdade subjetiva exista, não seria indispensável a presença de uma verdade objetiva que a sustente? Se todas as verdades limitadas fossem aceitas como absolutas, qualquer ser humano poderia ser considerado escocês. Mas, se todos são escoceses, quem não seria? Nesse cenário, o próprio conceito de “escocês” perderia sentido e deixaria de existir. Contudo, o conceito de escocês existe, o que implica necessariamente a existência de um verdadeiro escocês.
Alguém poderia argumentar que o verdadeiro escocês é aquele definido pelo governo da Escócia, independentemente de onde tenha nascido. Contudo, essa premissa se baseia em um argumento de autoridade. Outro poderia sugerir que a definição vem do senso comum coletivo da nação, o que constituiria uma falácia ad populum, ou apelo à maioria. Uma abordagem alternativa seria afirmar que o verdadeiro escocês é definido pelo sentido denotativo da palavra. No entanto, existe um significado denotativo claro para "verdadeiro escocês"?
Um poderia dizer que o verdadeiro escocês é aquele que nasceu na Escócia; outro, que é aquele com descendência direta de escoceses que viveram ali em séculos passados; outro ainda, que é aquele com linhagem genética "pura". Há quem defenda que escocês verdadeiro é quem adota a cultura escocesa, e há também quem diga que é simplesmente aquele que "se sente" escocês no coração. Mas, se todos no mundo se considerarem homens escoceses, então, ainda existiriam mulheres?
Quem detém a autoridade para determinar quem é budista e quem não é budista? Pertence ao senhor Nakagaki essa prerrogativa? Por que o Patrux e seus colegas não teriam o direito de definir quem é o verdadeiro budista? O Ig0y, assim como eu, como o Patrux, os amigos de Patrux, o senhor Nakagaki e todos os outros seres humanos, é um mamífero, bípede, com um telencéfalo altamente desenvolvido e um polegar opositor (Ilha das Flores, 1989). O fato de qualquer indivíduo afirmar algo não confere automaticamente veracidade à sua afirmação, nem tampouco a torna falsa. O simples fato de alguém afirmar que a gravidade não existe não anula sua existência, assim como a declaração de que ela existe não a comprova. Alegar que o Patrux ou qualquer outra pessoa não tem a capacidade de afirmar o que é verdadeiro é um exemplo claro de argumentum ad verecundiam, uma falácia de apelo à autoridade.
Quem é o Ig0y para afirmar que não existe paganismo no budismo? Quem lhe conferiu a autoridade para declarar que o budismo de Oxford é falso? Qual é a base para que o Ig0y se autoproclame responsável por definir quem é um verdadeiro budista? O que o habilita a determinar o que é verdade? Não estou afirmando que o budismo contenha elementos pagãos, nem que o budismo de Oxford seja a única forma legítima da prática, mas é curioso observar o Ig0y reivindicar para si uma autoridade que ele nega aos outros. Como se, ao se declarar budista, isso lhe conferisse o direito absoluto de determinar a verdade. Mais impressionante ainda é ver como ele acredita estar refutando alguém ao recorrer a esse tipo de argumento.
Existem o bem e o mal, o bom e o ruim, o belo e o feio, assim como a verdade e a mentira. O Ig0y, contudo, não questionou a validade da premissa de seu opositor, mas relativizou a própria existência da verdade ao fugir com o argumentar que existem muitas vertentes do budismo. Essa relativização da verdade é um ponto central na filosofia dos sofistas, constantemente refutada desde a Antiguidade.
Fazendo uma analogia com produtos, há os verdadeiros e os falsos, os de marca e os piratas, os originais e os similares. Será que o simples ato de alguém se declarar budista basta para torná-lo um budista verdadeiro? Ou seria o "verdadeiro" aquele que o Ig0y decidir apontar como tal? Posso eu, por exemplo, me declarar budista? Todos somos budistas? Ninguém é budista? Afinal, quem é o verdadeiro budista?
10. O crescimento daquela ideologia.
Não parece que o argumento sobre crescimento se der a um crescimento vegetativo, como o Ig0y sugeriu ao responder ao questionamento, mencionando o aumento populacional global e os oito bilhões de habitantes. Na verdade, isso pareceu mais uma tentativa de tangenciar com uma falsa premissa, utilizando a falácia do espantalho. Além disso, o argumento de que pais adeptos daquela ideologia, ao terem filhos, transmitam suas ideias como se fossem genes é falho. Esse tipo de crescimento geracional não reflete a preocupação real da sociedade nem o padrão observado. É bem comum atualmente que membros de uma mesma família tenham orientações ideológicas distintas, independentemente de algum parente ser adepto desta ou daquela visão.
Além disso, é inadequado falar apenas em crescimento absoluto de adeptos sem considerar a proporção em relação à população total, ou ao menos abordar ambos os aspectos. Primeiro, porque os estudos disponíveis não indicam essa constatação restrita. Segundo, porque, se não houvesse percepção de crescimento proporcional, a relevância social dessas ideias não estaria aumentando.
Outro ponto crucial é que o Ig0y defende a ideia de que tanto o racismo quanto o antirracismo podem crescer simultaneamente. No entanto, isso não é possível em um crescimento proporcional, pois são ideias antagônicas. Uma pessoa ou é racista, ou não é. Não há espaço para neutralidade ou uma posição apolítica entre essas duas perspectivas, assim como não existe um "centro" entre o racismo e o antirracismo.
Rebatendo ainda o argumento de crescimento vegetativo, os resultados do último censo realizado no Brasil indicam um crescimento populacional modesto e apontam que este será o último censo com aumento da população. Na Europa, nas Américas e na Oceania, o chamado "inverno populacional" já é uma realidade. Essas regiões apresentam taxas de natalidade abaixo do nível de reposição, resultando na redução da população nativa. Curiosamente, são justamente nesses locais, onde há presença do homem branco, que a população branca apresenta uma taxa de natalidade ainda mais baixa do que a média geral desses países, que já está abaixo da taxa de reposição. Ou seja, o declínio é ainda mais acentuado nesses países quando isolamos a população branca.
A Europa apresenta uma quase estagnação populacional, com um crescimento total de apenas 0,06% ao ano, impulsionado principalmente pela forte imigração que recebe. O mesmo ocorre em diversos outros países desenvolvidos, como Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que registram um crescimento populacional muito modesto, igualmente dependente da imigração. No Japão e na Coreia, embora recebam imigrantes, a população está em declínio absoluto. A única exceção entre os países ricos é os Estados Unidos da América, que também enfrenta um forte declínio na população nativa, mas graças à elevada imigração, consegue manter um crescimento populacional total considerável.
Até a China registrou uma diminuição populacional em relação ao ano anterior, algo que ocorreu pela primeira vez em sua história em 2022. Além disso, a China deixou de ser o país mais populoso do mundo. A baixa taxa de natalidade tornou-se uma das maiores, se não a maior, preocupações do Partido Comunista Chinês. O crescimento populacional global é impulsionado principalmente pela África, países de maioria islâmica e Índia. Será que é nesses locais que está ocorrendo o crescimento real daquela ideologia?
Na Europa, o problema com o crescimento daquela ideologia é mais acentuado devido a diversos fatores. A imigração islâmica é significativa e tende a resistir à adaptação cultural, gerando choques e alimentando o sentimento de perda de identidade entre a população nativa. Esse medo, associado a fatores históricos, crises econômicas, grande endividamento público e baixíssimas taxas de natalidade, cria um terreno fértil para o crescimento de ideias supremacistas. A proporção de imigrantes ou descendentes recentes de imigrantes na população europeia é alta, o que intensifica esses sentimentos e o crescimento alarmante de tais ideias.
Por último, o argumento da internet, comum entre professores de ensino médio, e frequentemente utilizado como uma explicação para tudo. Primeiramente, o acesso à internet no Brasil já é tão abrangente há quase uma década que seria razoável afirmar que ela é praticamente universal há muito tempo. Se essa é a realidade de um país considerado pobre e em desenvolvimento como o Brasil, imagine a situação nos países ricos e desenvolvidos. Além disso, a internet facilita a propagação de qualquer ideia, inclusive as antirracistas, que não podem estar crescendo se as ideias racistas o estão, como já mencionei anteriormente. O máximo que se pode aceitar é que o engajamento e radicalização de ambos os lados estejam crescendo, mas não é apenas nisso que essas ideias estão se expandindo. Elas cresceram muito mais rapidamente e de forma mais abrangente no início do século passado, quando sequer existia a televisão. A internet, por si só, não mata pessoas; são as pessoas que matam pessoas.
11. Quem computa os crimes?
Respondendo ao ataque à fonte do Ig0y, não vou ser repetitivo trazendo links, pois já compartilhei diversas fontes sérias, incluindo matérias jornalísticas com dados da Polícia Federal, agências do governo, pesquisas acadêmicas e ONGs. No entanto, isso não significa que essas informações, por virem dessas fontes, sejam automaticamente infalíveis ou imunes a questionamentos. O erro do Ig0y está em desqualificar os dados com base apenas na fonte ou no argumentador. Esse tipo de discurso, que ataca a fonte em vez de abordar os argumentos em si, configura uma falácia (Argumentum ad hominem). Vale lembrar também que parte desses dados é da Polícia e das agências do governo Bolsonaro, que obviamente não tinham interesse em divulgar informações sobre o aumento desses fenômenos, mas o fizeram assim mesmo. Quando for levantar esse tipo de questionamento, é necessário especificar: quem, quando, onde e por que motivo dariam dados errados ou manipulados. Não é plausível levantar esse tipo de dúvida superficial, genérica, sobre a fonte sem justificativa.
Além disso, isso não está ocorrendo somente no Brasil. O aumento desses casos também é registrado em todo o Ocidente, por instituições muito mais credenciadas e sérias do que as brasileiras. Quais as probabilidades de todas elas estarem manipulando dados e envolvidas em um complô internacional?
Atacar a metodologia poderia ser um argumento válido, mas o Ig0y faz isso com uma alegação sem fundamento. Ele afirma que essas instituições classificam o uso do manji (a suástica usada com fins religiosos) como crime de apologia. Não, assim não, pelo amor de Deus, não vá por esse caminho. Será que houve um aumento tão grande de budistas no Brasil usando esse símbolo, a ponto de a polícia investigar isso nas sangas? É óbvio que a polícia e o governo não consideram isso como apologia. Algumas das reportagens que encontrei explicavam os critérios de contagem e não deixavam margem para esse tipo de confusão. Em uma delas, até especificaram que o manji, quando usado com fins religiosos, não é considerado apologia.
Pior do que isso é a suposta prova apresentada por Ig0y sobre os erros metodológicos, que, para começar, não tem nenhuma relação com apologia àquela ideologia, mas sim com homicídios de mulheres. Para quem não sabe, a Lei nº 13.104/15, que define o que é feminicídio, estabelece como tal a discriminação de gênero (Art. 1º, § 2º-A, II)ou violência doméstica (Art. 1º, § 2º-A, I). Questionar a metodologia, alegando que ela está errada por contar um crime de violência doméstica, quando na verdade está de acordo com a lei que tipificou o feminicídio, é um grande equívoco. Além disso, surge a seguinte dúvida: será que uma mulher pode odiar as mulheres ou até mesmo o fato de ser mulher?
12. A cruz de Pedro.
Não há indícios de que cristãos estejam interessados em resgatar o uso desse símbolo porque ele nunca precisou ser resgatado. A cruz invertida faz parte da tradição católica não bíblica, baseada no relato de que Pedro teria sido crucificado de cabeça para baixo. O relato mais antigo sobre a morte de Pedro é atribuído ao teólogo Orígenes, que viveu entre 185 e 253. Esse símbolo está ligado a Pedro, não a Cristo, e na Igreja Católica apenas o papa, que se declara sucessor apostólico de Pedro, utiliza esse emblema. O papado nunca deixou de usá-lo, e não faz sentido que outra pessoa queira adotá-lo como símbolo.
Os satanistas da Idade Média começaram a usar a cruz invertida pelo significado evidente de um Cristo invertido, como um símbolo de oposição ao cristianismo. Antes disso, as pessoas comuns não a utilizavam pela mensagem negativa que transmitia. Além disso, ela nunca foi o símbolo da cristandade, que sempre teve a cruz tradicional como seu emblema mais importante e universal.
13. O intolerante Karl Popper.
Eu aprecio o paradoxo da intolerância e compreendo sua origem, que é, em essência, uma releitura da Lei de Talião para um caso específico: olho por olho, dente por dente, intolerância por intolerância. Apesar de admirar o princípio dessa lei, considero que há um equívoco em sua aplicação prática por muitos. Justiça não deve ser feita com as próprias mãos, pois isso nem ao menos é justiça.
O julgamento e a aplicação da lei pertencem exclusivamente ao Estado e, em última instância, a Deus. Cabe ao povo exercer a tolerância e praticar o perdão. Afinal, se alguém roubar, rouba-se de volta? Se alguém matar, mata-se de volta? Um erro nunca pode justificar outro.
14. Ig0y raivoso.
Quando há uma promessa de causar dano, mesmo que não seja diretamente contra outra pessoa, mas com a intenção de provocar algum tipo de prejuízo, isso já se torna problemático.
Quando o Ig0y diz a seus oponentes que deveriam agradecer por ele “apenas” entrar com um processo, o que exatamente ele quer dizer com isso? O que mais, além de um processo, ele estaria sugerindo? Isso poderia ser interpretado como uma ameaça?
Ao afirmar que procuraria o empregador do Patrux para tentar demiti-lo, o Ig0y não estaria fazendo outra ameaça? E, se realmente conseguisse causar esse prejuízo ao Patrux, como isso deveria ser caracterizado?
Fazendo um exercício mental sobre a ideia de Ig0y ir atrás do empregador de Patrux: qual seria o custo disso? Quatro, cinco ou seis mil reais? Será que Ig0y teria recursos para gastar dessa forma? E, mesmo que tivesse, isso realmente valeria a pena? Ele sabe, ao menos, onde Patrux mora para tentar descobrir seu emprego ou mesmo para processá-lo?
Supondo que Ig0y conseguisse encontrar o emprego, quem garante que Patrux trabalha em uma empresa pequena, com um patrão acessível? E se for uma grande corporação? Como Ig0y sequer passaria da recepção? Grandes empresas raramente se preocupam com questões pessoais de seus funcionários, a menos que Patrux fosse, por exemplo, um CEO. Mesmo que Patrux trabalhasse em uma empresa pequena, e mesmo que Ig0y conseguisse falar com o empregador, quem garante que o patrão não apoiaria Patrux em vez de prejudicá-lo?
Além disso, quem disse que Ig0y teria como publicar algo contra Patrux no LinkedIn? Como sabemos que Patrux sequer tem um perfil lá? E, sinceramente, quem realmente se importa com o LinkedIn? Esse tipo de ameaça merece mesmo ser levado a sério?
Por fim, quando Ig0y chama alguém para um encontro, fazendo gestos com a mão fechada, isso também não soa como mais uma ameaça?
Ore dake Level Up na Ken Season 2: Arise from the Shadow
Solo Leveling teve uma primeira temporada muito divertida e terminou deixando uma enorme expectativa para a continuação. Felizmente, a aguardada segunda temporada mantém o mesmo estúdio e diretor, prometendo uma experiência tão boa quanto, ou até melhor, que a primeira.
Kusuriya no Hitorigoto 2nd Season
A primeira temporada estreou ao mesmo tempo que Frieren, o que acabou ofuscando o brilho do anime da Apotecária. Ainda assim, está entre os animes mais bem avaliados no MyAnimeList e possui uma popularidade significativa. Parece ser uma escolha certeira, pois tudo aponta para uma continuação promissora.
Dr. Stone: Science Future
Tudo indica que esta será a última temporada. Para quem acompanhou todas as anteriores, com seus altos e baixos, parece indispensável assistir para finalmente conhecer o desfecho da trama.
Sakamoto Days
Este anime conta a história de um ex-assassino que, agora aposentado, só quer curtir a família e tocar seu pequeno negócio. A trama promete uma mistura de ação e comédia, trazendo antigos rivais e parceiros que ainda perseguem o protagonista, apesar de ele não matar mais ninguém. As expectativas para a série são altas: antes mesmo de a primeira temporada estrear, uma segunda já foi anunciada. O sucesso do mangá, amplamente elogiado, e o grande número de pessoas que planejam acompanhar o anime reforçam o hype. No entanto, ao assistir ao trailer, a produção revela-se simples, o protagonista não demonstra grande carisma, e o anime transmite a sensação de ser uma obra underground que, curiosamente, vem sendo bastante aguardada.
Kimi no Koto ga Daidaidaidaidaisuki na 100-nin no Kanojo 2nd Season
Apesar de ter recebido muitos comentários positivos sobre a primeira temporada, não a assisti, e por isso não pretendo acompanhar a segunda. Um anime com um protagonista que tem 100 namoradas me parece ter personagens demais para ser realmente envolvente. Além disso, alguns comentários mencionam que a obra já poderia ter terminado de forma satisfatória na primeira temporada, o que me deixa ainda mais cauteloso em relação à continuação.
Watashi no Shiawase na Kekkon 2nd Season
Os primeiros episódios da primeira temporada, inspirados no conto da Cinderela, foram excelentes. No entanto, a partir de certo ponto, o anime deu a impressão de que já não tinha mais uma boa história para contar, acabando por perder a qualidade e a direção da trama. Meu interesse pela obra diminuiu consideravelmente na segunda metade da temporada, o que deixou pouca motivação para assistir à continuação.
Jibaku Shounen Hanako-kun 2
Não sou muito fã do gênero desta obra, então não me interessei em assistir à primeira temporada, muito menos à segunda. De qualquer forma, assisti ao trailer, que pareceu bem produzido e pode ser um bom indicativo para quem aprecia esse tipo de proposta.
Unnamed Memory Act.2
Ao ler a sinopse, é possível perceber o grande potencial da trama, argumento reforçado pelas boas avaliações da Light Novel. No entanto, a primeira temporada foi mal recebida, com avaliações baixas e popularidade modesta, possivelmente devido às mudanças polêmicas na adaptação, que não agradaram ao público. Como a primeira temporada estreou no meio deste ano, é provável que a segunda já estivesse planejada antes mesmo de seu lançamento. Pessoalmente, não assisti à primeira temporada, o que me torna ainda menos inclinado a acompanhar a continuação. Além disso, o trailer não foi empolgante.
Honey Lemon Soda
Romance escolar com uma trama já conhecida: uma garota introvertida e um garoto popular em meio a conflitos de bullying. Não há nada de novo na proposta, mas espero que, ao menos, o desenvolvimento dos personagens seja interessante. Em termos de gráficos, o estilo é bem simples e mediano. No geral, parece uma obra que apela para coitadismos e traços meio woke, sem elementos realmente marcantes que chamem a atenção.
Class no Daikirai na Joshi to Kekkon suru Koto ni Natta
Uma comédia romântica em que dois estudantes se casam e começam a morar juntos. Gosto dessa proposta, pois é mais interessante do que as tramas que costumamos ver em animes. Agora, o sucesso da série vai depender principalmente da criatividade e do talento cômico do diretor.
Ao no Exorcist: Yosuga-hen
Quinta temporada. Sei que há quem goste, mas eu acabei desistindo já na primeira temporada.
Guild no Uketsukejou desu ga, Zangyou wa Iya nanode Boss wo Solo Toubatsu Shiyou to Omoimasu
Dizem que, um dia, haverá um anime para tudo, e talvez isso seja um reflexo de excesso de criatividade ou falta de ideias, como no caso deste, em que a protagonista é uma recepcionista de uma guilda de aventureiros. Mesmo assim, a premissa parece interessante, já que, para se livrar das pilhas de papelada, nossa heroína decide se tornar uma aventureira secreta. Infelizmente, a animação do trailer deixa a desejar, com o uso de 3D que parece destoar. Com uma animação melhor, poderia ser uma boa aposta, mas, com esses problemas, provavelmente ficará abaixo do aceitável.
Grisaia: Phantom Trigger the Animation (TV)
A franquia Grisaia possui três arcos realmente excelentes, mas o restante do material apresenta, no máximo, alguns momentos acima da média. O maior problema, no entanto, é que a trama foi concluída na segunda temporada. Depois disso, ainda foram lançados dois filmes que receberam críticas negativas. Não vejo o que uma terceira temporada poderia acrescentar à história e, pessoalmente, acredito que será apenas fanservice barato.
Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsuujinai
Mais uma comédia romântica da temporada, embora esta pareça ter mais foco no romance do que na comédia. O mangá não é muito bem avaliado, o estúdio não tem obras de grande destaque, e o diretor também não possui um portfólio com grandes projetos. Nem o trailer escapa da mediocridade (no sentido de estar na média). Tem tudo para ser um dos animes mais medianos da temporada.
Ishura 2nd Season
Reconheço que a primeira temporada teve seus problemas, mas, no geral, foi até bem positiva. Estou ansioso para conferir esta segunda temporada e espero que ela me surpreenda, corrigindo os erros e mantendo os acertos da temporada anterior.
Übel Blatt
A sinopse do anime promete uma fantasia épica em grande escala. Já pelo trailer, é possível perceber que a demografia alvo é voltada para o público adulto, dado o conteúdo extremamente violento, com cenas de sangue explícito. A animação, embora não impressione, parece ser suficientemente boa para não prejudicar a experiência. Meu maior receio é que, com o mangá recebendo uma avaliação mediana, a trama possa acabar sendo morna, somada a uma animação que não se destaca muito. No entanto, ainda pode se tornar um sucesso da temporada por ser uma das poucas opções focadas em ação, com um protagonista overpower e outros elementos de aventura que costumam atrair o público. Além disso, conta com um toque de ecchi, o que pode atrair ainda mais pessoas.
Kono Kaisha ni Suki na Hito ga Imasu
Mais uma comédia romântica da temporada, sinal de que a moda dos isekais parece estar cedendo espaço para os romances. Diferente de outras obras dessa lista, esta é um seinen, com personagens adultos e um ambiente de conflito situado no local de trabalho, o que pode ajudar na identificação do público-alvo. Embora tenha um diferencial em relação aos romances escolares, a proposta em si é bem comum. Talvez o que realmente destaque a série seja a sutileza no comportamento dos personagens, especialmente enquanto tentam manter o romance em segredo no trabalho.
Zenshuu
Uma obra original cuja sinopse descreve, de forma resumida, uma narrativa sobre a própria indústria de animes, acompanhando a trajetória de um jovem que se torna animador e, mais tarde, diretor. Curiosamente, o trailer não parece ter nada em comum com essa descrição; talvez, para atrair o público, tenham preferido destacar cenas de ação ambientadas em um mundo medieval, possivelmente de um anime que o próprio protagonista está criando. A sinopse também menciona que o protagonista nunca se apaixonou e está tentando entender o conceito de primeiro amor, o que indica a possibilidade de mais um romance na temporada. Sendo uma produção da Mappa, há uma expectativa de que, no mínimo, alcance um sucesso relativo e tenha uma qualidade aceitável. Além disso, em geral, obras que retratam a indústria de animes tendem a agradar os críticos.
Okinawa de Suki ni Natta Ko ga Hougen Sugite Tsurasugiru
Mais uma comédia romântica escolar na temporada, provavelmente com um trio romântico em jogo. Desta vez, a problemática foca na comunicação entre dialetos regionais japoneses, o que pode trazer um toque interessante à dinâmica. O diretor, apesar de bastante experiente na função e com boas obras no currículo, é o mesmo que comandou o controverso Berserk 3D. O estúdio, por sua vez, é relativamente pequeno, e o mangá não tem uma avaliação muito positiva.
Medalist
Naturalmente, já tenho uma certa aversão por animes de esporte, especialmente quando apresentam um estilo meio "moe". O fato de a protagonista ser uma garotinha feia também limita a trama às competições e a alguns momentos fofos, sem espaço para expectativas de romance. Pelo menos, o mangá é bem avaliado, o que traz alguma esperança para a adaptação.
Izure Saikyou no Renkinjutsushi?
A proposta do anime gira em torno de um herói que, ao ser convocado por engano para outro mundo, recebe, em decorrência desse equívoco, um poder especial de criar praticamente qualquer coisa. Embora esse poder seja superapelativo, o protagonista está interessado apenas em viver uma vida pacífica e tranquila. Isso acaba gerando um grande problema para a trama: a falta de uma motivação clara. Sem isso, a história pode se tornar desinteressante, já que não parece haver um grande conflito ou desafio que justifique o interesse em acompanhar a jornada.
NEET Kunoichi to Nazeka Dousei Hajimemashit
Mais uma comédia romântica da temporada, baseada em um mangá mal avaliado e adaptada por um estúdio pequeno. O "diferencial" da obra é focar em Otakus NEET e incluir alguns elementos sobrenaturais.
Nihon e Youkoso Elfo-san
Um isekai reverso em que uma elfa vem para o nosso mundo e tenta se adaptar à vida cotidiana de uma adolescente humana, enquanto divide cenas cômicas com o protagonista. O que espero desse anime são algumas cenas engraçadas, outras fofas, provavelmente um toque de romance, e muitas situações chatas do dia a dia. Sinceramente, não sei se vale a pena; provavelmente vai depender de quantas cenas enfadonhas teremos que suportar até as boas chegarem e de quão boas elas realmente serão.
Akuyaku Reijou Tensei Ojisan
A ideia de um anime otome game com uma vilã como protagonista me agrada, mas não com um velho japonês reencarnado no corpo de uma garota jovem e loira. Que tipo de fetiche é esse? Além disso, a sinopse menciona que a proposta é exaltar, através do protagonista, os valores de trabalho, o perfeccionismo e a moral familiar japonesa. Parece que a obra está mais preocupada em transmitir uma mensagem do que em oferecer uma narrativa realmente interessante.
S-Rank Monster no "Behemoth" dakedo, Neko to Machigawarete Elf Musume no Pet toshite Kurashitemasu
Anime sobre um gato adotado por uma elfa e um grupo de jovens aventureiras, que na verdade não é um gato, mas sim o monstro mais perigoso e poderoso deste mundo. Além disso, ele carrega a alma de um cavaleiro reencarnado. Até consigo entender a criatividade da proposta, mas falta motivação e identificação com os personagens.
Salaryman ga Isekai ni Ittara Shitennou ni Natta Hanashi
Mais um isekai em que o protagonista acaba trabalhando para o rei das trevas. O diferencial é que ele não possui poderes e conquista seus feitos apenas com as habilidades de um trabalhador comum da Terra. Provavelmente será um anime com pouca ação, focado mais em administração, com alguns momentos cômicos, já que se trata de uma comédia, e algumas pitadas de romance. A proposta é bastante genérica, e para completar, o mangá não tem uma boa avaliação.
Botsuraku Yotei no Kizoku dakedo, Hima Datta kara Mahou wo Kiwametemita
A principal problemática da obra é a dificuldade financeira da família nobre do protagonista. No entanto, isso nem parece ser tão relevante, já que a verdadeira proposta da obra é a de um jovem aprendendo a usar magia. Ou seja, a trama se resume a um longo e entediante arco de treinamento.
Hana wa Saku, Shura no Gotoku
Um drama escolar com uma pegada mais adulta, que se passa em uma pequena ilha com uma população reduzida, envolvendo leitura e transmissões de rádio. Como é comum em dramas, o ritmo será mais lento, com cenas contemplativas e situações cotidianas, algo que nem todos apreciam, e, mesmo para os que gostam, não é algo para consumir o tempo todo. Ainda assim, sinto que pode valer a pena, pois parece oferecer um conteúdo reflexivo de boa qualidade, com momentos emocionantes. Além disso, não me parece ser um melodrama exagerado a ponto de se tornar piegas.
Ameku Takao no Suiri Karte
Anime sobre um doutor investigativo, o que me lembra bastante a série Dr. House. Não acredito que este anime consiga replicar o sucesso da série, pois nela há uma grande dedicação à pesquisa na produção do roteiro, com narrativas recheadas de reviravoltas bem orquestradas, grande verossimilhança e um humor sarcástico marcante.
Fuguushoku "Kanteishi" ga Jitsu wa Saikyou Datta
Um protagonista desvalorizado pelo seu poder é usado, abusado e, eventualmente, abandonado pelos seus companheiros aventureiros. Porém, após pensar em desistir, ele dá a volta por cima, forma um novo grupo e mostra que o seu poder desvalorizado, na verdade, é extremamente importante. Pela sinopse, percebe-se que a trama é um tanto genérica, e pelos gráficos apresentados no trailer, é possível notar os elementos mais comuns e desinteressantes próprios do gênero.
Douse, Koishite Shimaunda
O anime segue a história de uma garota com o coração partido que encontra quatro garotos que se apaixonam por ela e a cortejam. Trata-se de um harém reverso escolar voltado para o público feminino. Embora, por uma questão demográfica, esse tipo de proposta geralmente não me atraia, o que mais me deixa cético é a avaliação negativa do mangá.
A-Rank Party wo Ridatsu shita Ore wa, Moto Oshiego-tachi to Meikyuu Shinbu wo Mezasu
Mais um anime de fantasia em que o herói, maltratado, explorado e ridicularizado pelos seus colegas de grupo, deixa o time e se junta a outro, onde seus verdadeiros talentos podem se manifestar e revelar o seu poder. A única diferença dessa trama é que o novo grupo do herói é formado exclusivamente por mulheres, que são suas ex-alunas. Além disso, os gráficos do trailer estavam bons, mas ainda assim eram bem genéricos. O que realmente me desagradou foi a música do trailer.
Mahoutsukai no Yakusoku
Adaptado de um jogo pouco conhecido, e ainda não há uma sinopse disponível para esta obra no MAL. No entanto, foi lançado o trailer sem legendas, e posso dizer que, visualmente, está aceitável e até bonito. No mais, não posso recomendar algo com tão poucas informações.
Kisaki Kyouiku kara Nigetai Watashi
Mais uma comédia romântica da temporada, desta vez com uma pegada de conto de fadas ao estilo "princesinha da Disney". A protagonista é prometida em casamento a um príncipe desde a infância, mas rejeita a ideia de um casamento arranjado. A trama se desenvolve com o príncipe tentando conquistá-la, enquanto ela tenta resistir aos seus encantos. Não nego que a proposta tenha um forte apelo, especialmente para certos públicos, mas, para mim, que já vi tantas histórias com essa premissa, isso sozinho não é o suficiente.
BanG Dream! Ave Mujica
Mais um daqueles animes musicais com idols, um gênero que parece ter um forte apelo com o público japonês e aparece quase toda temporada. Este é o sétimo título da franquia BanG Dream, o que comprova sua resiliência. Acredito que a obra tenha alguma história de fundo, que pode até ser interessante, mas provavelmente não foge muito dos clichês do gênero. Afinal, o que realmente atrai o público nesse tipo de produção não é tanto a narrativa, mas sim a admiração pela cultura idol e pelas músicas japonesas. Além disso, não acredito que os produtores tenham um interesse genuíno em alcançar um sucesso mundial com essas obras, mas apenas em atender a um público específico que consome produtos relacionados.
Sentai Red Isekai de Boukensha ni Naru
O isekai do super sentai. Basicamente, a trama gira em torno de um Power Ranger vermelho que é invocado para o clássico mundo de fantasia do gênero isekai. Tenho que admitir que a proposta é criativa e, por ser tão inusitada, conseguiu arrancar alguns risos de mim. Sinceramente, eu gostaria de apostar mais nesse anime, mas o trailer revela uma animação mediana: bem acabada, mas sem alma, repleta de clichês e com aquele aspecto industrial. Para piorar, o mangá também não foge do mediano em suas avaliações.
Babanbabanban Vampire
É um boys love no qual um vampiro gay deseja provar o sangue de um jovem virgem de 18 anos. O conflito surge quando o vampiro descobre que o garoto que ele vinha "cultivando" atinge os 15 anos, entra na puberdade e se apaixona por uma garota da mesma classe. É claro que o vampiro não vai permitir que esse romance aconteça.
Sorairo Utility (TV)
Anime de esporte, focado em garotinhas japonesas praticando golfe. Confesso que já tenho uma certa antipatia por animes desse gênero, mas este me causa uma reação ainda mais negativa, pois não consigo enxergar muita verossimilhança em jovens meninas jogando um esporte tradicionalmente associado a homens ricos, velhos e americanos. Pelo menos, há um problema real a ser superado pelas protagonistas.
Hazure Skill "Kinomi Master": Skill no Mi (Tabetara Shinu) wo Mugen ni Taberareru You ni Natta Ken ni Tsuite
Antes de falar da trama propriamente dita, gostaria de fazer um comentário sobre como é comum encontrar personagens em animes com designs inspirados e muito similares aos de Kirito e Saber. Quanto à trama, há um subtexto que valoriza pessoas desvalorizadas pela sociedade moderna, especialmente no contexto dos agricultores. Claro que essa mensagem é emoldurada por uma narrativa que se passa em um mundo de fantasia, com o protagonista humilde e resignado adquirindo uma habilidade que o torna o mais poderoso do mundo. No entanto, esse conceito por si só não me parece suficientemente inovador ou atraente, e pode até se perder na tentativa excessiva de transmitir uma mensagem. Além disso, o que realmente me deixa com o pé atrás em relação à obra é o fato de o mangá ser bastante mal avaliado.
Momentary Lily
É um anime original, com elementos moe e de vida cotidiana, mas ambientado em um mundo pós-apocalíptico invadido por alienígenas mecânicos, contra os quais as protagonistas lutam usando uma ou mais armas poderosas. As garotas parecem ser as únicas sobreviventes, já que só conhecem umas às outras. O trailer mostra uma das garotas em combate com os inimigos, lembrando o estilo de "garotas mágicas". A impressão que tenho é que misturaram vários conceitos de outras obras e colocaram no liquidificador, o que pode até dar certo em alguns casos, mas também pode resultar em uma verdadeira "gororoba". Pessoalmente, não sou fã de alguns desses ingredientes, então não me arrisco. Além disso, o trailer utiliza muita computação gráfica, especialmente para transformar cenas reais em animações. Embora eu perceba uma beleza nos cenários e um cuidado na fluidez do cabelo das personagens, a combinação de elementos acaba parecendo artificial e não harmônica.
Magic Maker: Isekai Mahou no Tsukurikata
Outro Isekai, desta vez com um protagonista que reencarna em um mundo de fantasia onde não existe magia. O enredo gira em torno de sua frustração por viver em um mundo sem magia, levando-o a criar a própria magia. Preciso mesmo explicar por que esse enredo é um lixo?
Hotel Tasokare
O anime é baseado em um jogo e gira em torno dos mistérios envolvendo fenômenos sobrenaturais e um hotel isolado. Os primeiros segundos do trailer até chamaram minha atenção, especialmente pela ambientação do hotel no meio do nada e pela trilha sonora. No entanto, meu histórico com animes dessa proposta não é muito positivo. Alguns elementos típicos de animes de temporada não costumam se encaixar bem com o gênero e, geralmente, não conseguem me transmitir fortes emoções.
Mahoutsukai Precure!! Mirai Days
Esta é a segunda temporada de uma obra que começou em 2016 e, até hoje, mantém uma popularidade bastante baixa. Trata-se de um anime original sobre garotas mágicas, ou mais especificamente, bruxas mágicas, que lutam contra inimigos sobrenaturais. Pela sinopse, não parece haver muita profundidade ou um grande subtexto, então não espere algo como um Madoka Magica com cores vibrantes.
Around 40 Otoko no Isekai Tsuuhan
Este é um anime Isekai em que um homem de 40 anos é transportado para outro mundo, onde sua jornada consiste em viver uma vida cotidiana por meio de compras pela internet. Sinceramente, não entendo o que passa pela cabeça de um autor que acredita que as pessoas queiram acompanhar histórias sobre o comum. Pelos mesmos motivos que não se fala constantemente sobre o cotidiano nas notícias, não deveria existir um anime de fantasia com elementos banais. O que as pessoas realmente querem ver é o incomum. Além disso, a trama carrega um subtexto depressivo, explorando a insatisfação de um homem de 40 anos, que, incapaz de encontrar realização no mundo real, precisa recorrer a um universo de fantasia para buscar uma vida tranquila.
UniteUp! Uni
Se existe um anime musical de idols com personagens femininas, é natural que também haja um anime de idols com personagens masculinos, visando agradar a uma demografia oposta. Se algo voltado para o meu público não desperta o meu interesse, muito menos algo que não é direcionado a ele.
Sousei no Aquarion: Myth of Emotions
Ainda não há muitas informações sobre este anime, já que se trata de uma obra original e a sinopse ainda não está disponível no MAL. No entanto, com base nas poucas informações e no trailer, parece ser um mecha em que crianças comandam robôs gigantes. Além disso, o estilo de animação mostrado no trailer se distancia do habitual, lembrando mais um estilo de cartum, como o de As Meninas Superpoderosas. O título, Myth of Emotions, também sugere uma possível conexão com algo como Divertida Mente, uma versão anime da ideia de explorar emoções.
Kinnikuman: Kanpeki Chоujin Shiso-hen Season 2
Comentei sobre este anime quando a primeira temporada (a primeira temporada da volta de novos episódios, já que a original é de 1983) foi lançada neste ano e, na época, não tive interesse em assistir. Esse sentimento permanece, especialmente em relação à continuação. No entanto, é preciso reconhecer que Kinnikuman é uma franquia clássica e de longa data, com um público fiel e cativo. É o tipo de obra que, mesmo sem me atrair, tem potencial para trazer novos públicos e agradar bastante a sua demografia-alvo.
Cardfight!! Vanguard: Divinez Deluxe-hen
A nona temporada de um anime de cartas que passa quase despercebido por grande parte do público, mas que continua recebendo novas temporadas, provavelmente devido às vendas das cartas ou por razões relacionadas às dinâmicas de televisão e regulamentações japonesas. Curiosamente, mantém uma produção considerável, apesar da falta de popularidade aparente.
Mashin Souzouden Wataru
Mais um retorno de uma franquia clássica, iniciada no final dos anos 80, com várias temporadas e muitos episódios durante os anos 90. Embora eu não tenha nada contra continuações, remakes ou reboots de obras antigas, percebo que propostas desse tipo não têm encontrado grande aceitação nos últimos tempos, resultando em pouco sucesso. Além disso, trata-se de um mecha com crianças como pilotos, e o design dos robôs segue um estilo desproporcional e cartunesco, o que provavelmente afasta parte do público.
Farmagia
Adaptação de um jogo de fantasia que, admito, não joguei. Pelo trailer e pela sinopse, a história parece girar em torno de um protagonista que administra uma fazenda em um mundo de fantasia, onde cria e alimenta monstros com o objetivo de formar novos companheiros ou até mesmo um exército poderoso. Resumindo, é um anime de agricultor e pecuarista em um cenário mágico. Sinceramente, parece bem chato.
Aaah sim, eu só vi o anime e realmente eles cortam o meio pro final para mostrar a vida de cada personagem e eu achei isso meio enrolado, sei lá, não curti tanto. Vi muita gente falando de Dungeon meshi, acho que vou dar uma chance!!
Vi que você tem muito bom gosto inclusive o anime rainbow é muito subestimado, eu amo, se quiser recomendar algum anime dessa temporada para eu assistir, estou precisando ver algum mais atual!
All Comments (56) Comments
O vídeo do Alexandre é péssimo, não vale a pena perder nem alguns segundos assistindo. No entanto, os comentários são simplesmente maravilhosos.
Alguns dos melhores comentários do infame vídeo do Alexandre:
O meu e o de Rodrigo:
Mais comentários maravilhosos no vídeo.
Para quem apontava o Ig0y como mentiroso, parece que o próprio John está assumindo bem o papel.
https://youtu.be/8mkcuJhIQus?si=PGVsiPdJ6VMXjCwu
Uma defesa imerecida, mas necessária.
https://youtu.be/-oAUY3shRFs
Sep 22, 9:11 PM
Dropped 8/12 · Scored 2
o ápice do humor, cara. Não entendeu