Antes de mais nada, não quero ditar como dever ser o público do Alexandre, mas uma coisa que sempre me inquietou muito é porque pessoas trocariam o bem mais preciso que elas têm que são os seus tempos de vida para assistir animes que elas não gostam, animes “ruins”. Por mais que o Alexandre deva odiar animes, deveria ter o mimo de bom senso para entender que as pessoas que acompanham animes não são tão idiotias de perderem tempos valiosos vendo coisas que não querem. Logo, ficar hateando o próprio produto que vende não é uma coisa inteligente, e muitos são os canais que foram por esse caninho que morreram por motivos óbvios.
Argumentos do Alexandre: 1 – Drama “extremante forçado” da Marin no primeiro episódio.
Primeiramente, o Alexandre é o rei dos exageros, tudo para ele é sempre extremado, é sempre um absurdo (essas palavras são maneirismos na boca dele), é o mesmo argumento genérico que ele usa para tudo. Convenhamos também que está reclamando de reações extremadas de personagens de uma obra ficcional animada de comédia romântica. Reparem que é um ANIME que traz reações com caras e bocas características típicas desse tipo de proposta, e que tem efeitos consagrados nessa arte. Outra, não existe nenhuma incorrência em relação a reações da Marin com o seu universo que venha a quebrar a verossimilhança. A real contradição que existe é do Alexandre Esteves fazer uma crítica sobre extremos quando todas as suas críticas são extremadas e quando muitos dos seus animes de comédia favoritos tem essas mesmas coisas.
Pergunto-me se o Alexandre já teve uma experiência em costurar e em fazer cosplay ele mesmo para dizer que a reação da Marin não é nada sutil, que é desesperadora. Eu já tive essa experiência, não é fácil costurar, não é fácil encontrar alguém bom em fazer cospaly, não é fácil fazer um cosplay mesmo com ajuda de um profissional, não é barata a ajuda de um profissional e mesmo com essa ajuda fazer um cosplay de verdade que não pareça uma caricatura é dificílimo.
O valor das coisas é subjetivo, há coisas para algumas pessoas que são extremante sem importância e essas mesmas coisas para outras são extremante valiosas. É justamente sobre isso que o anime fala ao trazer a história sobre o amor de Gojou pelas bonecas e da Marin pelos cosplays. Eles admiram certas coisas, se dedicaram e entregam os sues coações para essas coisas. Quando alguém entende isso, juntando o fato das dificuldades da Marin, a reação dela parece muito natural. Já a fala do Alexandre demonstra não só que não entendeu a própria essência da mensagem do anime, como ao não entender a reação da Marin se assemelhou ao comportamento da menina que desprezou o Gojou e o odiou simplesmente por ele amar bonecas. O mais irônico disso é que o anime para ressaltar a mensagem jogou um flashback e o Alexandre ainda assim não a entendeu e se queixou.
Por último nessa questão gostaria de saber quais foram os estudos sobre comportamento das pessoas e se Alexandre tem um diploma de psicologia para afirmar categoricamente que esses comportamentos são forçados. Entendam cada pessoas reage de uma forma diferente a cada situação e não existia nada preestabelecido nessa obra que fizesse o comportamento da personagem parecer forçado.
2 – Marin usar biquini no segundo episódio.
De antemão nesse primeiro momento não vou discutir se o anime deu muito ou pouco tempo para a cena da Marin de biquini, mas só para colocar as coisas nos devidos eixos sem exageros vou fazer um conta simples. A personagem começa a desabotoar a camisa com 10 minutos e 34 segundos do episódio, com 20 minutos e 30 segundos está completamente vestida, ou seja, 9 minutos e 56 segundos depois. O episódio tem 23 minutos e 40 segundos, mesmo tirando a abertura e o encerramento essa parte tem menos da metade do episódio e não o episódio inteiro com afirmado no vídeo pelo o Alexandre para os que não se lembram.
Sobre o protagonista ser “inseguro, tímido e não conseguir se comunicar direito com a Marin”. De fato, ele é tímido, inseguro por ser inexperiente, tem dificuldade de se comunicar com outros colegas, mas discordo de não conseguir se comunicar com a Marin. Entendam que também não é porque o protagonista é inexperiente, não é porque é tímido, não é porque é introvertido, ele é tudo isso, contudo o que é trabalhado nesta parte são outros pontos. Vejam que a Marin é alguém que o Gojou não tinha intimidade, que está confiando nele como um profissional, as vezes ela até brinca quando perceber o constrangimento dele, mas é confiando na integridade do rapaz. Logo a timidez não é o foco, mas é um acréscimo de tensão, porque o verdadeiro dilema trabalhado é o protagonista ter que agir de forma profissional mesmo que a situação crie tensões sexuais, demostrando ser esse o propósito dos ângulos sugestivos. Somem a isso a pressão por ser uma oportunidade ímpar dada por alguém que além de ter confiado nele o tirou de um isolamento, gerando certamente gratidão e respeito. Certas profissões passam constantemente por situações que criam tensões sexuais e o que é trabalhado no anime é o auto controle do costureiro e da relação de confiança necessária que isso exige, (coisas diretamente ligadas a proposta de criar copslays), além dos aspectos morais trabalhados do Gojou em não se aproveitar da menina.
O Alexandre disse que “não teria problema com esse tipo de coisa (ecchi) se o anime fosse sobre sensualidade, sobre excitação a flor da pele na adolescência, sobre como ela (Marin) é muito safada, mas ele (Gojou) não sabe lidar com isso”. O Gojou sabe lidar com isso e Marin é santinha? É errado limitar a apensas três temas, e mais, todo romance por natureza por mais planctónico que seja dentro da proposta precisa gerar algum grau de sensualidade, para fins de narrativa e de agradar ao público. Ou alguém que vai ver um romance de adolescentes está esperando algo diferente? É como pedir para um anime de comédia não ter comédia, ou um anime de terror não ter terror e como já foi visto no primeiro tópico o Alexandre não sabe sobre o que o anime fala, qual é a mensagem do anime, muito menos sobre a mensagem dessa cena. Vai ver que o Alexandre acha que o anime é de guerra é quer ver baratas espaciais.
Mas de fato existe um segundo plano de intensões nessa parte onde o anime aproveitou para gerar cenas fofas, cômicas e iniciar uma germinação de forma orgânica de um romance. Mesmo porque achar que situações constrangedoras assim não existem independente de timidez é ser um ingênuo, e achar que não podem ser aproveitadas e retratadas é ser censurador. É preciso dar uma liberdade poética a ficção, só não acredito que o protagonista poderia agir diferentemente caindo com tudo em cima da menina, pois nesse caso seria uma atitude improvável, antiética, com desfecho negativo e seria uma cena idiota.
Ter dez minutos de cena de biquini é um fanservice ruim e apelativo? Não é jogado, não é incoerente, tem sentido narrativo, é orgânico, podia ter uma hora de ecchi assim e pesado que eu não reclamaria. Contudo, inúmeros animes tem episódio inteiros de praia com um monte de garotas bonitas só de biquinis que não tem vergonha por estarem assim e dentro os quais alguns o Alexandre oferece boas notas. Digo mais, a maioria dos animes que tem episódios de praia só são para mostrarem as meninas de biquini por ângulos diferente, já em Sono Bisque a cena de biquini foi orgânica e teve contexto narrativo.
Sendo bem honesto com quem gosta de ecchi, se for assistir esse anime com intenção maliciosa vai se decepcionar profundamente. Essa cena falsamente polemizada do episódio 2 com intuito de ganhar visualizações é muito mais para passar constrangimento do protagonista do que exalar sensualidade, a única cena que realmente tem alguma coisa apimentada nessa temporada é pequena e só ocorre no episódio 11. Pelo menos essa do episódio 11 demonstra que o romance está se desenvolvendo e aparenta que não vai ficar num platonismo infinito.
A verdadeira malicia está nos corações podres e pervertidos dos lacradores. Minha opinião do porque alguns odeiam esse anime, é porque precisam manter as aparências, e provavelmente esconderem por trás do falso moralismo contra peitos e bundas uma misoginia oriunda de motivos escusos.
3 – Gojou ser extremamente irritantemente tímido e introvertido.
Primeiramente, devo registrar que o Alexandre cometeu um ato falho no vídeo, ele quis dizer introvertido e falou extrovertido, mas eu entendi que ele queria dizer introvertido. Podem conferir no vídeo no tempo 3:51 e 4:08.
Parte das críticas nesse ponto é a mesma que já foi discutida no ponto um, reações ditas por Alexandre como extremadas. São atitudes e caras e bocas que são consagradas em animes, que estão de conformidade com a narrativa, que são típicas desse tipo de proposta, e que produzem efeito emocional e são prazerosas no público. A única diferença é que ele em vez de falar da de Marim, falou das do Gojou, por tanto não vou me delongar nos mesmos argumentos. Acrescentar apenas que varias das expressões e reações do Gojou se dão em momentos que ele está refletindo consigo mesmo sobre a situação, não são sempre reações que interagem diretamente com outros personagens.
O protagonista é pouco tímido. Por que? Vejam que a maior parte do temor do protagonista em falar com outros não é bem uma insegurança de falar, ele sabe se comunicar quando quer, mas é por acreditar que não tenham interesses incomum. E dizer que é tímido porque não saiu rebocando a Marin para cama, achar isso é não ter o mínimo de bom senso, ele não é um tarado e não é assim que essas coisas acontecem. Principalmente nesse mundo dele e entre adolescentes, isso é o Japão, não é o beco onde as meninas com 11 anos já estão fazendo programa. Outra quando a situação vai ficando difícil ele diz para garota e isso não me parece timidez. A questão que ele tem respeito, que tem profissionalismo, que não tem intimidade o suficiente e que tem moral. No mais se já fosse rolando sem uma problematização não teria uma história.
O protagonmista agindo de forma respeitosa, profissional e o Alexandre reclamando que o rapaz é extremamente irritantemente tímido, porque não queria tirar algumas medidas. Imaginem medir a distância entre os bicos dos seios sem tocar nos bicos. O Alexandre queria era que o protagonista fosse um tarado para poder lacrar em dobrado. Outra grande parte daquelas medidas a Marin poderia ter tirado sozinha, e só bastava que o Gojou respeitosamente não tivesse sugerido para Marin tirar essas medidas de outra forma que estariam lacrando contra o anime de todas as coisas possíveis. No mais só para constar, Gojou gaguejou pensando que Marin ficaria com roupas intimas e não de biquini.
Eu nunca fui tímido, pois desde de criança eu sempre tomei para mim que timidez era um pecado de danação, nunca tive problemas de sociabilizar, nunca tive problemas de paquerar com garotas, nunca tive problemas de falar em público, nunca tive vergonha alguma com namoradas. Também não sou japonês, não sou adolescente, nem sou virjão, contudo vamos fingir que eu fosse um tímido e virjão. Eu passaria a ser uma pessoa ruim por me identificar com o protagonista? Qual o problema nisso que Alexandre coloca no vídeo além do preconceito dele contra os tímidos e virjões?
Quanto a ser introvertido (alguém que tem uma preferência por ficar sozinha), isso só acontece no início, depois ele não demonstra ter problemas em estar com outras pessoas, como a Sajuna, a Shinju, a Marin que vão se juntando a trama. Como isso é ser extremamente introvertido ao ponto de se extremamente irritantemente? Só Alexandre saberá, porque lógica passou longe.
4 – Três minutos de vídeo demonstrado total intolerância e desprezo com ecchi.
Ninguém gosta de defender esse tipo de coisa, porque existe coerção moral e social sobre esse tema. Ninguém quer ser taxado de o virjão que fica tocando bandeira, mesmo que não seja verdade e por isso o ecchi sofre tanta perseguição sem praticamente nenhuma reação. Mas, alguém tem que falar o que é preciso, porque se ninguém falar, hoje será o ecchi, amanhã serão os jogos com violência, depois serão as religiões e sabe lá onde isso vai parar.
Em primeiro lugar, não existe como objetivamente sem usar de juízo de valores dizer que as emoções de uma comédia, de um terror, de suspense, de um drama são mais valiosas que que as emoções produzidas por um ecchi. São todos estímulos sensórias que ativam hormônios e que produzem sensações cerebrais que podem oferecer algum grau de prazer.
Em segundo lugar, em todas as artes desde os primórdios da civilização sempre houve ecchi, basta ligar a tv, assistir um filme, ver uma série, ler um livro, portanto, não faz sentido esse falso puritanismos seleto e exacerbado contra animes. Até porque os animes se diferenciariam e ganharam a guerra contra a animação ocidental justamente por não ter amarras de preconceitos e por fazer animação para todas as idades e todos os públicos.
Dito isso, e como já argumentei nos tópicos anteriores sobre essas coisas, quase todas as cenas que contém ecchi desse anime tem algum propósito dentro de enredo, a maioria delas não são fanservices jogados e sem organicidade, independente se poderiam ser maiores ou menores em tempo de duração. Mesmo aquelas cenas que poderiam ser questionáveis as suas necessidades para a narrativa estão dentro de uma margem que me parece tolerável. Já em relação a se tem propósitos que vá além do extremante relativo as mensagens do enredo, para mim se querem fazer uma comédia (como na cena da camisa desabotoando), ou se querem produzir algo mais sensualizado, ou se querem provocar um susto, não me importa, porque não tenho com julgar isso sem ser subjetivo.
Lá por volta dos 6 minutos e 26 segundos de vídeo o Alexandre alega que o proposito do anime é só ser uma comédinha divertidinha e que não deveria ter ecchi. Primeiro que ele não entendeu a mensagem e a problematização do anime para saber qual é o propósito. Segundo que o anime tem comédia, mas não é esse o foco da obra e como prova nem se quer é classificado como comédia dentro do MAL. O gênero principal do anime é de romance, e sempre haverá sensualidade em romances. Terceiro, todas as suas cenas cômicas são em momentos de ecchi. Se tirar o ecchi que comédia divertida vai sobrar? Alexandre cagando regras para a arte e se contradizendo.
5 – Detonando Marin enquanto personagem.
Carisma é legal, mas não necessariamente um personagem com carismático é bom, por isso não defendo que um personagem é bom ou ruim pautado nisso. O que mais olho é utilidade dentro da trama, os diálogos, a consistência, a coerência, a capacidade de transmitir emoções, o desenvolvimento, e as camadas. Dimensões eu olho só em um segundo momento, porque isso valoriza a obra, contudo não é algo que sempre se faz necessário, depende muito da proposta.
Utilidade - Pode parecer estranho falar isso de um protagonista, mas há inúmeras obras que o enredo se dirige para uma direção que o protagonista sobra e ficam procurando coisas para dar motivo dele existir. Em nenhum momento que a personagem entrou em cena demostrou que seria esse o caso e nada do que foi desenvolvido nela pareceu ser sem um proposito.
Diálogos – Não vou dizer que todos os diálogos da personagem foram tratados filosóficos, nem que tiveram frases profundas para refletir. Mas ajudaram as pessoas a se identificarem com a personagem na medida que pareceram conversas que pessoas de carne e osso teriam por conta das suas sutilezas. Também não foram diálogos repetivos, longos, cansativos, feitos apenas para explicar coisas obvias, ou coisas ao leitor que os personagens já deveriam saber.
Consistência – Não houve nenhuma mudança na personagem, mas se houvesse teria que ser algo explicado para parecer natural.
A capacidade de transmitir emoções – Alguém pode confundir isso com carisma, mas veja eu posso odiar a personalidade do personagem e achar ele muito bom, talvez porque me fez chorar, ou me fez ter sustos, ou alguma outra emoção qualquer. Da mesma forma eu posso achar a personagem uma waifu, posso achar simpática e ela não me arrancar um sorriso. Nesse sentido eu julgo que a Marin foi bem aproveitada passando vários tipos de emoções.
Camadas – Não é somente avaliar se tem um passado, laços familiares e de amizade, coisas que vão se relevando durante os desdrobamentos da trama, mas é algo mais complexo que demanda um olhar mais apurado de profundade e são muito pontos a se considerar. Coisas com personalidade, quais são as motivações, se tem uma identidade própria, se tem autoconsciência, etc. As motivações da Marim são claras que é fazer cosplay; tem uma personalidade que é muito carismática; não é alguém sem consciência que esteja sendo manipulada; suas amigas são apresentadas ao protagonista; sua mãe foi revelada falecida; mora sozinha porque o pai vive distante por conta do trabalho. Se eu perguntar essas mesmas coisas sobre metade dos personagens favoritos do Alexandre simplesmente não existem respostas, logo a Marin é mais bem construída do que eles.
Desenvolvimento – O desenvolvimento da personagem tem ligação direta na relação dela com o protagonista. Houveram vários tipos de progresso nessa relação, então houve sim desenvolvimento.
Dimensionalidade – Quanto mais parecer humana, quanto mais falhas tiver, mais natural vai aparentar. Exemplo: quando a Marin não sabe fazer comida que preste, quando é mostrado que ele não sabe nadar. Não vou dizer que chega a ser tão complexa a construção para ser uma personagem tridimensional, mas pelo menos é um bidimensional.
Depois dessas coisas que apontei como o Alexandre se atreve a dizer que era uma personagem sem núncias, sem trabalho, sem história, sem qualidades? Ah, mas não foi algo tão complexo e profundo? É a primeira temporada de um cour que a personagem dividia muita atenção com o protagonista, precisam ter paciência e não exigir mais do que é possível se oferecer no ritmo correto.
6 - Progressão do romance.
No tempo do vídeo dos 10:15 até 11:58 o Alexandre faz reclamações do romance progredir segundo ele: “tão repentino, tão abruptamente, de não ser tão natural, de não conseguir levar a sério”. Levam 5 episódios para ter esse progresso, somente no sexto é que a Marin consegue entender e admitir para ela mesma que começou a gostar do Gojou. Isso depois de muita aproximação dos dois com direito a várias cenas afetuosas, corando, cenas românticas e tensões sensuais. A descoberta foi depois de uma cena bem afetuoso no trem, talvez a mais afetuosa da temporada. Como isso é abruto? Não sei, essa é mais uma das respostas misteriosas que somente o Alexandre saberá. Mas a personagem poderia ter reagido de uma forma mais sutil quando caiu a ficha? Poderia, se a indentidade dela fosse outra.
Agora vem a pior parte, porque no tempo 11:58 em diante, não tendo passado um segundo se quer, ele reclama do exato oposto, que o romance não progride, que é lento. Essa é aquela hora que vem a vontade de bater com a cabeça na parede e acreditar que não existe salvação para humanidade. O que Alexandre entende por romance? Eu não acho que ele acredite que seja o sentimento, a aproximação, os clímaces, porque isso progride muito. E tenho dificuldade de achar que ele acredite que seja o vamos ver, porque quando a coisa começa a ficar quente no episódio 11 ele odeia. O 11 foi o único episódio que vi mais de uma vez, eu vi três vezes, inclusive foi o primeiro episódio que assisti, um dos prinipais incentivos para ver o anime e teve a melhor cena dessa temporada.
7 – “O episódio de praia”.
Esse tópico é uma das poucas coisas que o Alexandre gostou. São 7 minutos do oitavo episódio, é uma parte que mostra uma praia, mas não é bem um episódio de praia porque não tem ninguém tomando banho, nem em trajes de banhos, o máximo que fazem é molhar os pés. A cena é um pássaro roubando a comida deles e o casal sentando na praia dividindo um sanduiche. Foi bonitinho, é fofinho, é legalzinho, trabalha a relação do casal, mas não desenvolveu nada na história, é uma cena altamente pulável que existe só para ter a parte de praia. Não tem nada de diferente nessa cena para ser uma história. Será que o motivo dele ter dito que havia gostado não foi para dar mais uma lacrada com uma fake praia? Por fim, ao mesmo tempo que o Alexandre reclama de romance lento e enrolação diz que gostaria que todo anime fosse como nessa cena. Poderia ser mais incoerente?
Minhas considerações:
O que realmente me pegou nesse anime foram os dramas, e não é porque são pesados, mas porque tem conteúdo, são trabalhados progressivamente e há desenvolvimento de superação deles. Todos os personagens tem dramas e todos esses têm ligação com a mensagem central da trama, há uma coesão problemática e conectada diretamente dentro do enredo. O fato de alguns probelmas parecerem pequenos na verdade também faz parte da mensagem de valor, o que me deixa mais fascinado pela inteligente jogada do autor.
Tate no Yuusha no Nariagari Season 2 – A produção está melhor do que na primeira temporada, também apareceu um outro desafio, mas para mim já deu. Verdade que já era um pouco tarde da noite quando fui ver o primeiro episódio, contudo cheguei a cair no sono e tive que rever. Vou continuar acompanhando porque mesmo saturando ainda é um anime assistível e quero ver para onde vai essa jornada.
Quanto aos problemas, tem aqueles da primeira temporada que a segunda herda diretamente, porque é a continuação da história, e tem aqueles outros que só se refletem na expectativa, formando um bloqueio mental que ajuda a estragar a experiência. Outra dificuldade que tive é que como boa parte da primeira temporada não foi marcante, logo acabei esquecendo de muitas coisas, afinal são dois anos entre as temporadas.
A Rishia querendo ser escrava do Naofumi com ajuda da Raphtalia, esse negócio de escrava já foi abordado e repetir é maçante. Além do que quando não pareceu forçado, pareceu piegas, ou a formação de um harém. No mais não lembrava nem que essa personagem existia.
Kaguya-sama wa Kokurasetai: Ultra Romantic – A primeira temporada foi ótima, mas a segunda chegou ao nível de obra prima e pelo menos no início dessa terceira não aparentou que cairia de nível. O único destaque que posso dizer que não me agradou tanto, pelo menos nesse primeiro contato, foi a abertura. Apesar de ser visualmente linda e arrebentar conceitualmente, não conseguiu me conquistar, provavelmente por conta da música.
Spy x Family - Eu gostei bastante da trama e dos personagens, foi divertido assistir esse episódio inicial e apesar de não ser o hype todo que colocaram ainda foi melhor do que as minhas expectativas. Com certeza é uma anime que indico e é uma aposta segura.
Kawaii dake ja Nai Shikimori-san – Outro que gostei bastante, principalmente por conta da ótima animação, bons personagens e com destaque para Shikimori. Mas, desse eu esperava um pouco algo diferente da protagonista com super poderes e do protagonista sendo o rapaz mais azarado do universo, pensei que seria uma comédia mais séria. Também o ambiente com suas problemáticas não é maduro o quanto achei que seria.
Komi-san wa, Comyushou desu. 2nd Season – Disseram que essa temporada seria melhor que a primeira principalmente por conta dos novos personagens, e foi bem isso que aparentou ser no primeiro episódio. Outra a participação da ou do Najimi dando uma de narrador foi um espetáculo à parte. Essa franquia consegue me tirar sorrisos, encher os meus olhos de água, e as vezes as duas coisas ao mesmo tempo. É um anime que passa muitas emoções, tem conteúdo e quem ainda não assistiu precisa ir correndo ver essa obra prima.
Yuusha, Yamemasu – Outro que eu cai no sono e novamente já era um pouco tarde da noite quando fui assistir o primeiro episódio e por isso tive que depois reassistir. Acho que a estreia poderia ter sido um pouquinho melhor, mas ainda foi bem dentro da margem do que era esperado que seria. O que nesse caso não era uma coisa tão boa assim, mas não era ruim. É um anime bonzinho com padrões típicos de temporada.
Honzuki no Gekokujou: Shisho ni Naru Tame ni wa Shudan wo Erandeiraremasen 3rd Season – É uma obra que eu tinha gostado muito das temporadas anteriores, porque tem conteúdo e principalmente pelo excelente trabalho de personagens. Dito isso a trama dessa franquia não foi tão excepcional para me marcar e eu tive problemas para lembrar de coisas o que estragou um pouco a minha experiência com essa terceira temporada. No mais essa última temporada continua com tudo aquilo que a torna uma obra muito apreciável.
Koi wa Sekai Seifuku no Ato de — Tem uma animação acima da media de animes padrões de temporada, boas coreografias, bons personagens, bom ritmo, boas piadas é um anime bom, mas não parece que é nada de especial. Em algumas coisas não, mas em outras me surpreendeu, por isso é um anime que indico se estiver com poucos animes e tiver um tempinho extra para oferecer a esse aqui.
Black★★Rock Shooter: Dawn Fall — Fui conferir por conta das propagadas polêmicas e praticamente não tem muita coisa polêmica de verdade. Mas valeu, porque eu amo animes pós-apocalíticos com muita ação, com conteúdo e mistérios. Eu também tinha ficado receoso em pegar esse anime por conta do 3D, e não vou dizer que ficou uma animação perfeita, mas tem uma boa qualidade e é bem aceitável. Está em um nível muito bom, principalmente para a quantidade de ação que tem o anime.
Não acho que vai virar um hit de popularidade, nem que vá alcançar um score muito elevado, mas eu gostei demais dessa obra, não me arrependo de ter pego e recomendo para todo mundo que queira algo diferente dos mais populares. A única coisa que acho que poderia ser melhor é a trilha sonora e não que seja terrível, mas dava para ser uma coisa mais eletrizante.
Paripi Koumei – Me faltam palavras para que eu consiga me expressar com exatidão do quanto estou supresso, do quanto eu gostei e do quanto essa obra é maravilhosa. Eu não sei nem por ondem começar porque vou elogiar a exaustão praticamente tudo, seja fluidez, designs, detalhamento, escolha de cores, escolhas de sombras, ângulos, figurinos, cenários, trilha sonora, ritmos, enquadramentos, personagens, diálogos, enredo, abertura, encerramento, originalidade. É realmente um anime muito bem feito, prazeroso, cativante, emocionante, só de falar nele já fico emocionado e estou quase dando um dez. As únicas coisas que tenho problemas com esse anime são: a premissa que foi o fator que me fez incialmente a nem querer ver o anime, e algumas conveniências iniciais que acho forçadas.
Summertime Render — Vou ficar devendo uma primeira impressão porque ainda não saiu o primeiro episódio, mas estou bem otimista com essa obra.
Shingeki no Kyojin: The Final Season Part 2 — Será verdadeiramente a temporada final, ou vamos ser trolados novamente? Talvez tenhamos depois um filme com o final? Ao contrário de muitos, eu estava gostando da reta final do mangá, mas que último capítul terrível, horripilante, descaçado. Enfim, tomará que jamais adaptem aquilo, pois com certeza absoluta será o pior final de animes de todos os tempos, todavia até lá acho que posso me divertir e vou assistir essa temporada.
Kimetsu no Yaiba: Yuukaku-hen — Ao assistir a primeira temporada tiveram vários momentos que me venderam um dez, mas a verdade é que não se mantém assim o tempo todo. Na minha opinião, parte da elevada estima que deram a esse anime tem muito de uma euforia exagerada dos fãs que fazem essa franquia parecer maior do que ela é de fato. Ainda assim é preciso reconhecer os méritos como um episódio épico e uma qualidade de animação sensacional (Ufotable), a qual pelo o trailer deve ser mantida nessa segunda temporada.
Alguns adendos: Me perdoem os fãs mais devotos, mas fazendo uma analogia, em termos de popularidade e valor calórico essa obra é um Crepúsculo com mais qualidade artística, mais qualidade técnica e sem um romance meloso. No mais, o filme é bom, contudo, novamente não achei aquilo tudo que dizem.
Arifureta Shokugyou de Sekai Saikyou 2nd Season — Pelo trailer, ao que parece essa nova temporada terá uma boa produção. Isso me deixou decepcionado, pois não lembro de ter rido tanto com alguma coisa como ri da pocaria que foi a primeira temporada. Passei dias rindo sozinho alto pelos cantos feito um leso só em lembrar desse anime. O engraçado não eram nem tanto as partes cômicas, mas as partes que teoricamente deveriam ser serias e eram ridículas. Estava aguardando muito ansioso esse anime, mas talvez não vá cumprir com a ruindade esperada.
Genjitsu Shugi Yuusha no Oukoku Saikenki 2nd Season — Não assisti a primeira e não vou começar pela segunda temporada.
Princess Connect! Re: Temporada de mergulho 2 — Não assisti a primeira e não vou começar pela segunda temporada.
Karakai Jouzu no Takagi-san 3 — Não assisti a primeira, nem a segunda e não vou começar pela terceira temporada.
Vanitas no Karte 2nd Season — Não assisti a primeira e não vou começar pela segunda temporada.
Mahouka Koukou no Rettousei: Tsuioku-hen — Já assisti duas temporadas de Mahouka, a primeira não era lá essas coisas, a segunda paguei meus pecados e uma terceira nem em sonhos.
Boneca Sono Bisque wa Koi wo Suru – Pelo o trailer tem como ver que o anime já está adiantado e que provavelmente será uma boa produção para a proposta. Todavia, a proposta de um fazedor de bonecas, com cosplay, costura e os designs que deram para uma garota transvida. Pulei, pulei, pulei...
Baraou no Souretsu — Vi o trailer, pareceu atrasado em termos de produção, mas até que a trilha sonora era agradável. Já os designs de cenários pareceram ok, e os designs personagens eram gays. A história é ambientada na Inglaterra do período histórico da guerra das rosas, terá participação de Joana d’Arc. A trama focará nas questões políticas e nas problemáticas de gênero de um príncipe afeminado. Eu não acho que darão um orçamento para mostrar a grandiosidade e a suntuosidade do ambiente que o anime se propõem a usar. A questão histórica também deverá ser muito relegada ao segundo plano de um problema pessoal. Não tenho muito interesse em ver um drama de gênero dentro de algo que me frustrará por não ser o que deveria ser.
Orient — O mangá não é bem avaliado, o trailer está bem mais ou menos, mais para menos, e a sinopse é de Shounen super clichê que não dá vontade nem de terminar de ler. Mesmo sendo de samurais acho difícil agradar os japoneses, pareceu algo mais voltado aos chineses.
Shikkakumon no Saikyou Kenja — O trailer é tão comum e com designs de personagens genericos que quase não aguentava terminar, mas a sinopse mostrou que o anime tem um enredo tão irônico, que me deu vontade de assistir. Talvez eu aplique a regra dos três.
Sasaki para Miyano — O trailer está lindo, um dos mais bonitos da temporada, mas é um Boys 'Love. Pulei!
Tensai Ouji no Akaji Kokka Saisei Jutsu — O estúdio é pequeno, o diretor só dirigiu episódios, a novel tem uma avaliação mediana e o trailer não pareceu nada demais (tirando que não aguento mais esses designs de personagens genéricos). Dito isto, gostei do que li na sinopse, a premissa é interessante.
Kenja no Deshi wo Nanoru Kenja — O estúdio é pequeno, mas o diretor é o mesmo de School Days e Katanagatari, o que me deixa nas nuvens. Quanto a proposta, tem coisas clichês, mas em essência é um enredo irônico com relação aos objetivos do protagonista e gosto muito de enredos assim. Outra coisa, gostei que o protagonista é uma garota super overpower. Se tivessem me dado mais no trailer estaria mais confiante. Vale a regra dos três.
Leadale no Daichi nite — Mais outro anime dessa temporada onde o protagonista entra em um jogo VRMMORPG e esse não tem absolutamente nada de novo. Pulei!
Sabikui Bisco — O trailer tenta vender um anime de muita ação, frenético e meio louco, mas a animação no máximo parece regular e com desacerto na proposta de cores. É a primeira obra desse estúdio, o diretor também nunca dirigiu um anime, e é a primeira obra desse criador original. Tem tudo para ser uma bomba, é aquele tipo de anime que o pessoal quer começar de cima com tudo e vão bater em muro. É como um carro que vai a mais de cem por hora dirigido por alguém que nunca tinha pego em um carro antes. Boa sorte para os corajosos!
Koroshi Ai — A proposta não me conquistou, mas tem seus méritos e o diretor até que é razoável. É basicamente um assassino matando pessoas para chamara atenção de uma caçadora de recompensa por quem está apaixonado.
Dolls' Frontline — Pela sinopse tem como ver que tem potencial, mas tem que ser algo muito grandioso para dá certo e por sorte pegou um produtor grande que não costuma errar. O problema é que o trailer não me convenceu, mas eu acho que vale pelo menos a regra dos três.
Akebi-chan no Sailor-fuku — O trailer está bonito, mas a proposta é uma garota do campo que vai para uma escola nova procurando fazer amigos. Simplório demais, falta uma problematização que estimule a querer assistir esse anime.
Slow Loop — Anime de garotinhas pescando. Não né? Vocês entendem porque não, né?
Fantasy Bishoujo Juniku Ojisan to — Mais outro anime nessa temporada de um homem velho virando uma garota bonita e esse aparenta ter mais romance. Eu saquei essa tendencia de fetiches transexuais, mas não consigo chipar assim, e também não rola como comédia. Pulei!
Tokyo 24-ku — O estúdio é no mínimo razoável, o diretor é bom, mas é algo original e fica mais difícil acertar se será bom, até porque com esse trailer não posso nem dizer que esse anime tem um. A temática é de um mistério, com possivelmente um terror sobrenatural, envolvendo um grupo de amigos com ar meio artístico, meio esportivos (tudo que não gosto). No mais me preocupou que mostrem apenas homens, não estou afim de nenhum boys Love. Pulei!
Futsal Boys!!!!! — É de esporte, já vi mais do que o suficiente. Pulei!!!
Hakozume: Kouban Joshi no Gyakushuu — O fato de ser classificado como Seinen me agrada, mas me pareceu vazio e acho que essa comédia não vai rolar comigo. Pulei!
Kaijin Kaihatsu-bu no Kuroitsu-san — Anime de garotinhas genérico, designers genéricos, proposta de enredo genérico. Aiinda tem um trailer com 3D, está bem não é um 3D ruim, mas é um 3D no trailer. Pulei!
Tribo Nove – O anime fala de tribos, mas pode se ler gangues em Neo Tokio. Público para esse tipo de anime é certo que tem, mas esse trailer não me comprou e um sinopse que só fala de um cara buscando se tornar o mais forte se encontrando com o jogador mais forte de um esporte não me convence. Pulei!
Saiyuuki Reload: Zeroin — Baseado em um mangá muito bem avaliado, já tem uma versão relativamente antiga de 2004, então não é bom subestimar esse anime. Se me perguntarem se vi alguma coisa de ruim no trailer ou na sinopse a minha resposta será não, mas eu também não vi nada de tão agradável que me cativasse a querer assistir.
Ryman's Club — É de esporte e que bom que ainda não tem nem um trailer para me torturar. Pelo menos esse traz um pouco de Work Life para esse gênero de esporte, o que pode ser algo interessante.
Gensou Sangokushi: Tengen Reishinki — Anime ambientado na China, como temática chinesa e feito para chineses. Ah e é do estúdio de Plunderer e RErideD. Vade retro! Pelo menos não teve trailer para me torturar.
Cue! — Anime de música adaptado de um jogo de celular , no qual os jogadores treinam para serem dubladores. Vamos me poupar, só não. pulei!
Sorairo Utility — Apesar de ter trailer, ainda não tem sinopse e é original. Mas deu para perceber que é um anime de garotinhas jogando golfe, algo tão inusitado que não entrou na minha suspensão de descrença. Ademais é de esporte. Pulei!
Kanashiki Debu Neko-chan — A imagem que escolheram como banner não é legal e faz parecer que será um daqueles animes curtíssimos de pouco orçamento. No momento não tenho muitas informações desse anime, além desse banner e da sinopse, mas eu gostei muito do que li.
Atasha Kawajiri Kodama Da yo: Dangerous Lifehacker no Tadareta Seikatsu — A única coisa que se tem desse anime é o banner com desenho mal feito de uma menina, um gato e um copo de cerveja. Pulei!
On Air Dekinai! — Anime de comédia bobinha. Pulei!
Sabiiro no Armor: Reimei — Ainda não tem sinopse, o trailer é fraco, o estúdio nunca fez nada, o diretor é praticamente um estreante. Vai ser uma bomba. Pulei!
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https://www.youtube.com/watch?v=vI9YnktoPoI
Melhor novo anime do ano? Provavelmente.